A Endesa obteve no primeiro semestre um benefício líquido de 1.128 milhões de euros, 45,4% mais do que em igual período do ano passado.  O valor registado na empresa espanhola ficou a dever-se ao efeito das provisões de compromissos do novo convénio coletivo.

Assim, sem esse efeito de 267 milhões de euros – pela entrada em vigor do novo convénio coletivo e o registo de provisões pela reestruturação do quadro de efetivos – o aumento do resultado seria de 11% e ficaria em 861 milhões de euros, segundo os resultados que foram comunicados esta terça-feira pela companhia de eletricidade à Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV) de Madrid.

A Endesa considera que no primeiro semestre do ano “absorveu a maioria dos efeitos” do Covid-19 e não espera impactos adicionais “relevantes” no segundo semestre.  Segundo a empresa, a paralisação da economia devido ao “estado de alarme”, em Espanha, a queda da procura e os preços tiveram mais impacto no segundo semestre do ano (abril/junho) e estima um efeito negativo associado à pandemia de 75 milhões de euros no benefício líquido no conjunto do semestre e 100 milhões no resultado líquido em relação à exploração (ebit).

A procura na Península Ibérica caiu 7,8% no semestre em relação ao mesmo período de 2019 enquanto nos territórios não peninsulares a queda foi de 13,2% (18,6% nas Baleares e 10,1 nas ilhas Canárias).