A Tesla não tem por hábito anunciar novos modelos, nem profundos restylings para manter os seus modelos actuais. Até aqui, limitou-se a actualizações contínuas de software, para manter os veículos antigos com as mesmas especificações dos novos, além da introdução de algum hardware quando era necessário para fazer com que tudo funcionasse na perfeição. Mas, ao que parece, a marca prepara-se para introduzir profundas modificações nos Model S e Model X.

A fábrica de Fremont, na Califórnia, de onde saem todos os S e X, vai aproveitar o Verão para proceder a algumas modificações no aparelho produtivo, de que também deverá usufruir o Model Y, para resolver os problemas de acabamentos que têm afectado o SUV mais pequeno do fabricante.

Tesla abandona Nürburgring com algo na bagagem

Simultaneamente, segundo o Auto Motor und Sport (AMS), são recorrentes as informações na imprensa americana que confirmam o que já se esperava. Fazem parte das novidades as motorizações Plaid de que os S e X vão usufruir, uma solução com um motor à frente e dois na traseira que eleva a potência e optimiza o comportamento. Paralelamente, a versão Plaid vai beneficiar de alterações a nível do chassi para o tornar mais ágil e eficaz, similar ao utilizado no protótipo que esmagou o melhor tempo por volta do Porsche Taycan no traçado original de Nürburgring, em cerca de 29 segundos, segundo a AMS.

Ainda que este tipo de melhorias possa animar os fãs da Tesla, bem mais interessante para o futuro dos veículos eléctricos é o facto de os novos Model S e Model X passarem a montar um novo tipo de baterias, com uma nova química que incremente a autonomia. As novas baterias, a utilizar nas versões Palladium, deverão ser apresentadas ao público no Battery Day, em Setembro, onde Elon Musk vai revelar aos investidores a nova solução que, tudo indica, tem ainda a vantagem de ser mais barata. E duplamente mais baratas para a Tesla, uma vez que deverão ser as primeiras baterias concebidas e produzidas fora do âmbito da parceria com a Panasonic.

Se o Model S Performance já reivindica uma autonomia de 593 km, contra os 412 do Taycan Turbo S, sempre em WLTP, será curioso ver como ficará a diferença em autonomia entre os eléctricos mais rápidos e desportivos do mercado, que já está nos 44% a favor do americano a bateria.

A produção dos novos S e X deverá arrancar em simultâneo com o anúncio durante o Battery Day, em Setembro.