A parceria entre a Daimler, casa-mãe da Mercedes, e a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi recrudesce com o anúncio de que a marca com a estrela de três pontas se prepara para introduzir no mercado o Classe T, modelo que se irá estabelecer no lugar até agora ocupado pela versão ligeiro de passageiros do comercial Citan, o rival alemão do Kangoo francês que é produzido… sobre a plataforma da Renault e pela marca francesa numa das suas fábricas europeias.

Converter um comercial ligeiro de passageiros num carro passível de ser reconhecido como uma proposta de luxo é um desafio que consome o seu tempo, razão pela qual o lançamento do anunciado Classe T só está previsto para daqui a dois anos. Se a agenda for cumprida, em 2022, surgirá então um novo Kangoo com as vestes da Mercedes. Ou, como o fabricante alemão pretende posicionar a opção, “um veículo que possibilita que famílias e pessoas activas, com hobbies, entrem no mundo da Mercedes-Benz”. De acordo com o director de Comerciais Ligeiros do fabricante de Estugarda, Marcus Breitschwerdt, “esses clientes procuram veículos compactos atraentes e práticos – e são precisamente a esses requisitos que o novo Classe T vai responder” com “uma relação preço/qualidade competitiva”.

Recorde-se que, em Portugal, o actual Citan (também ele um Renault Kangoo) está disponível em dois tamanhos, que variam entre os 4,321 m do Standard e os 4,705 m da versão longa. Sob o capot, já se encontram diferentes declinações do 1.5 dCI da Renault, com potências entre 80 e 116 cv.

De acordo com as informações divulgadas pela Mercedes, a versão de mercadorias com base no Kangoo manterá a designação comercial que exibe desde 2012 (Citan) e só a versão de passageiros passará a ter a denominação Classe T. Fica ainda a promessa de que haverá uma variante 100% eléctrica.

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