O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SIBS), Rui Riso, demitiu-se esta terça-feira da liderança do sindicato por questões político-sindicais internas, disse o próprio à Lusa.

Demiti-me hoje de todos os cargos que desempenhava ao dispor da direção, mas mantenho-me na direção”, afirmou Rui Riso.

Questionado sobre quais os motivos da sua demissão, Rui Riso recusou avançar detalhes, adiantando que o SBSI tem “um processo eleitoral complexo que determina que, na primeira reunião de direção, sejam definidos quais os cargos das pessoas”.

Como nós estamos em coligação [tendências socialista e social-democrata], de vez em quando há maiorias que se geram e que fazem com que os votos andem de um lado para o outro e, neste momento, não há condições para eu continuar como presidente da direção”, afirmou, acrescentando tratar-se de “questões político-sindicais internas”.

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O socialista Rui Riso foi reeleito em abril de 2019 presidente do SBSI e iria liderar por mais quatro anos a direção sindical, que mantém a coligação entre a tendência sindical socialista e a social-democrata.

A direção de Rui Riso tinha como principal aposta a concretização do sindicato nacional do setor financeiro.

Em junho, os sindicalistas reformados do SBSI manifestaram-se em Lisboa a exigir a demissão de Rui Riso devido ao fecho dos hospitais SAMS (Serviço de Assistência Médico-Social) no início da crise pandémica.

A direção clínica do SAMS encerrou no dia 20 de março o hospital e as suas clínicas devido a casos de Covid-19 em doentes e profissionais de saúde e aplicou o regime de layoff, tendo os trabalhadores sido convocados para se apresentarem ao trabalho em 06 de maio.