Os encarregados de educação da Escola Básica Teixeira de Pascoais, em Lisboa, pedem condições de higiene e segurança naquele estabelecimento, que se encontra em obras há três anos, alertando para os monoblocos que não têm ligação aos esgotos.

Tem cheiros nauseabundos. No inverno começa logo a entupir”, explicou à agência Lusa o presidente da Associação dos Encarregados de Educação da escola, na freguesia de Alvalade, Hugo Ferreira.

De acordo com o dirigente, existem dois monoblocos de casas de banho que não estão ligados ao ramal principal de esgotos, pelo que deveriam ter uma utilização máxima de seis meses a um ano.

“Era importante isto estar resolvido há muito tempo, até porque a situação de obras naquela escola é muito grave e só, finalmente, no dia 13 de julho foram retomadas”, observou, realçando que deverão terminar no final de 2021.

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Com 250 alunos, do 1.º ao 4.º ano, a Teixeira de Pascoais viu as obras iniciarem-se em 2017, tendo parado em 2018. Uma nova adjudicação ocorreu em 2019.

Em 11 de junho do ano passado, a Assembleia Municipal de Lisboa recomendou à câmara que se encontrasse solução para as obras interrompidas por falência do empreiteiro, tendo o município prometido intervenções no verão para maior “conforto e dignidade”.

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O vereador da Educação, Manuel Grilo (BE), disse na ocasião aos deputados municipais que, para “minimizar a falta de condições” da escola, em que parte dos alunos têm aulas em monoblocos, seriam feitas “intervenções entre julho e agosto, para conferir mais conforto e dignidade” ao espaço, com a criação de telheiros para ligações cobertas e mais sanitários, entre outras medidas.

Para Hugo Ferreira, a situação atual é “inaceitável”, e os pais e os encarregados de educação temem que não haja condições para que o novo ano letivo comece.

“Em última análise, se não for feito nada, vamos lutar para que a escola não reabra”, admitiu.

Em resposta enviada à Lusa, o gabinete do vereador da Educação, Manuel Grilo, afirmou que na terça-feira (28 de julho) foi realizada uma vistoria à escola – bem como às outras escolas do município com jardim de infância e 1.º ciclo – por uma equipa da Direção Municipal de Manutenção e Conservação, responsável pelas obras municipais.

A indicação dada por esta equipa é de que todas as intervenções estarão prontas antes do início do ano letivo”, referiu.

O gabinete de Manuel Grilo adiantou ainda que está marcada uma reunião para sexta-feira sobre o CAF – Complemento de Apoio à Família, acrescentando que também já foi marcada uma reunião entre a Câmara Municipal de Lisboa e a comunidade escolar para a primeira semana de setembro, de modo a aferir as intervenções realizadas.

Nesta quarta-feira, na reunião de câmara, o vereador do Bloco de Esquerda disse que tem havido “diálogo contínuo” com a Associação dos Encarregados de Educação, com a direção da escola e com o presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, José António Borges (PS).

A agência Lusa tentou contactar Agrupamento de Escolas de Alvalade, mas sem sucesso.