João Paulo Rebelo, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, já tinha deixado a possibilidade em aberto, federações e clubes consideravam também que era uma questão de tempo. Esse tempo chegou esta quinta-feira, com o Conselho de Ministros a anunciar que, a partir de 1 de agosto, sábado, “abrem as atividades desportivas que ainda estavam encerradas e definem-se regras específicas para as atividades físicas e desportivas – a prática de atividade física e desportiva, em contexto de treino e em contexto competitivo, pode ser realizada sem público”. Ou seja, basquetebol, andebol, futsal, voleibol e hóquei em patins podem voltar a treinar e competir. Mas se o tempo já foi definido, o “espaço” está ainda por apurar. E é nesse ponto que se concentram todas as atenções.

Futebol volta a jogar-se, modalidades coletivas devem acabar época e há distinção entre pavilhão e ar livre

Contexto: já depois da decisão da Federação Portuguesa de Futebol em dar por terminada a Liga de futsal (entre várias outras competições) na segunda semana de abril, as principais modalidades de pavilhão juntaram-se em termos federativos para anunciar o final de todos os Campeonatos no final desse mesmo mês. Não foi atribuído título, as vagas europeias foram decididas pela classificação antes da pandemia e começaram então as conversas tendo em vista a temporada de 2020/21. Esta quinta-feira foi confirmado oficialmente o primeiro passo.

Nesta altura, várias equipas de todas as modalidades já começaram a regressar aos treinos individuais ou em conjunto, cumprindo as normas estipuladas pela Direção Geral da Saúde, e já são conhecidas as datas de regresso de alguns Campeonatos. Alguns exemplos: a primeira jornada da Liga de basquetebol está marcada para 10 de outubro, a ronda inicial da Liga de andebol será a 12 de setembro, o Campeonato de hóquei em patins começa a 26 de setembro (sendo que neste caso o modelo competitivo vai mudar, começando a haver playoff para a decisão do título como em Itália) e o Campeonato de voleibol inicia-se também a 26 de setembro (também aqui com mudanças no formato, com duas fases, a primeira a uma volta, antes do playoff final).

No entanto, e dentro de um cenário que já era esperado e que aguardava apenas ratificação por parte do Conselho de Ministros (regresso à atividade sem restrições a 1 de agosto e possibilidade de haver jogos a partir de 22 de agosto) há ainda uma dúvida por esclarecer e que deverá ter entretanto resposta: o protocolo que irá vigorar e a necessidade ou não de haver testes antes de todos os jogos. As federações têm estado em contacto não só com a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto mas também com a Direção Geral da Saúde, por forma a garantirem regras possíveis de cumprir e que não obriguem à testagem massiva que seria algo incomportável para os clubes, já demasiado penalizados não só pela quebra financeira no final da última época mas também pela falta de bilhética no início da nova temporada e pela mais do que provável quebra de receitas de patrocínios.