A Área Metropolitana do Porto revelou esta sexta-feira que Associação Empresarial de Portugal angariou cerca de 800 mil euros para a construção de um Centro de Infecciologia no Hospital de São João, no Porto, estimado em 2,5 milhões de euros.

Na reunião desta sexta-feira do Conselho Metropolitano, Eduardo Vítor Rodrigues informou os autarcas presentes de que foi contactado pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), no sentido ser agendada uma reunião em setembro para discutir um eventual apoio financeiro ao projeto.

Para além do apoio financeiro, há aqui uma dimensão de parceira e estou convencido que municípios que até estão fora desta malha urbana mais central, vão perceber que o hospital não está no concelho de cada um, mas abrange o concelho de cada um”, adiantou, sublinhando que a AMP comparticipará aquilo que os municípios decidirem.

Segundo o autarca, até ao momento a AEP já conseguiu angariar cerca de 800 mil euros, havendo a expectativa que o restante montante possa ser angariado até “ao final do mês de setembro e início de outubro”.

Apesar de não conhecer em pormenor a empreitada, Eduardo Vítor Rodrigues acredita que a nova unidade Covid possa estar concluída no final do ano ou arranque de 2021.

A AEP anunciou em 27 de maio estar à procura de recursos para criar um Centro de Infecciologia no Hospital de São João, no Porto, um projeto de 2,5 milhões de euros para tratamento, investigação e formação.

A estrutura física desta Unidade de Doenças Infecciosas Emergentes, que já foi aprovada pelo conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário de São João, terá uma área aproximada de 950 metros quadrados, sendo composta preferencialmente por dois pisos.

À data, em declarações aos jornalistas, numa sessão na qual foi assinado um protocolo entre a AEP, o CHUSJ e a Ordem dos Médicos (OM), o presidente da associação empresarial, Luís Miguel Ribeiro, explicava que durante 60 dias seria levada a cabo uma angariação de fundos junto de empresários e uma sensibilização junto de instituições públicas para garantir a verba necessária ao projeto.

“São 2,5 milhões de euros, mas também podemos optar por construir um piso [que custaria 1,5 milhões de euros]. Os 60 dias servem para avaliarmos se temos condições ou não para avançar, mas estamos confiantes. A AEP representa os empresários a nível nacional. Há uma sensibilidade e uma responsabilidade social para que os empresários, e quem os representa, possam dar contributos à sociedade”, disse Luís Miguel Ribeiro.

A concretizar-se o projeto original, o Centro de Infecciologia terá 10 quartos de isolamento “de alto nível”, quatro de cuidados intensivos e quarto com isolamento de biossegurança de nível três, ou seja, com as características de um laboratório.

Atualmente o CHUSJ tem nove quartos de pressão negativa, uma unidade de cuidados intensivos de seis camas com pressão negativa e 18 camas em enfermarias preparadas para colocar pressão negativa.