O grupo de trabalho constituído por nove elementos nomeado para desenhar “um projeto de reforma estatutária destinado a prever a introdução do sistema de i-voting no Sporting” e liderado por Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral, entregou esta sexta-feira o relatório final ao Conselho Diretivo. Ou seja, e no plano prático, os sócios verde e brancos vão votar na próxima reunião magna, ainda sem data, se querem ou não que o clube adote esta forma de votação, ao mesmo tempo que irão discutir e deliberar sobre o Orçamento de 2020/21.

Sporting cria grupo para estudar introdução do sistema de I-Voting

“Como anteriormente comunicado, o referido grupo de trabalho foi encarregue da missão de, admitida a viabilidade legal e técnica de tal objetivo, promover a elaboração de uma proposta de revisão dos estatutos do Sporting, visando a introdução do sistema de i-voting nas assembleias gerais, tanto nas comuns, como nas eleitorais”, anunciou o clube em comunicado, entre outras considerações sobre a proposta em causa.

“Do estudo e análise realizados pelo grupo de trabalho não se identificam normas legais que impeçam a introdução do i-voting nas assembleias gerais do Sporting; a introdução do i-voting permite manter inalterado, no essencial, o modelo de assembleias gerais que tem vindo a ser seguido, isto é, o tradicional modelo que prevê períodos para debate e votação e, bem assim, o direito dos sócios de formularem propostas sobre temas incluídos na ordem de trabalhos; a introdução do i-voting deverá garantir em qualquer caso o segredo do voto e a autenticidade do meio utilizado e dos resultados, à semelhança do ‘voto eletrónico’ já utilizado nas assembleias gerais eleitorais desde 2013″, acrescentou a missiva divulgada esta tarde pelo Conselho Diretivo leonino.

Grupo de sócios reúne sexta-feira com Rogério Alves para propor segunda volta nas eleições do Sporting

“O Conselho Diretivo congratula-se com o teor das conclusões a que o grupo de trabalho chegou por considerar que este sistema de votação torna o voto acessível a todos, ampliará seguramente a legitimidade e a força das deliberações tomadas, será um fator de grande mobilização da massa associativa e representará um passo totalmente inovador e pioneiro como é timbre do Sporting. O Conselho Diretivo irá agora em plenário analisar a proposta apresentada e, em caso de aprovação, promover os trâmites necessários para que a mesma seja colocada à apreciação e deliberação dos sócios, que terão sempre a última palavra”, rematou o comunicado. De recordar que, desde julho de 2011, esta será a oitava alteração de estatutos, que sofreram mudanças parciais em abril de 2012, junho e outubro de 2013, junho e outubro de 2014, setembro de 2015 e fevereiro de 2018.

De recordar que, no início de julho, o Sporting tinha anunciado, no âmbito da comemoração do 114.º aniversário do clube, “um projeto de reforma estatutária destinado a prever a introdução do sistema de i-voting“. “O i-voting permitirá uma muito mais ampla e regular participação dos sócios na vida do clube, uma vez que que possibilitará o voto ‘quando quiser e onde estiver’ – o grande objetivo da reforma proposta. Como sempre acontece no Sporting, caberá aos sócios deliberarem e terem a palavra final sobre o que vier a ser proposto”, explicou o clube. Fizeram parte desse grupo de trabalho os cinco elementos que integram a Mesa da Assembleia Geral, Rogério Alves (presidente), João Palma (vice-presidente) e José Tomé de Carvalho, Pedro Almeida Cabral e José Costa Pinto (secretários), e mais quatro elementos do Conselho Diretivo: João Sampaio, vice e administrador da SAD, André Bernardo, vogal e administrador da SAD, Miguel Nogueira Leite e Alexandre Ferreira (vogais).