Mikhail Murashko, o ministro da Saúde da Rússia, afirmou este sábado que está a ser preparada uma campanha de vacinação em massa contra o novo coronavírus para começar já em outubro. Segundo vários jornais russos citados pela Reuters, o programa avançará depois da vacina completar a última ronda de ensaios clínicos.

Murashko afirmou que o Instituto Gamaleya, a unidade estadual de investigação em Moscovo, concluiu os ensaios clínicos da vacina. Nesta fase está a ser preparada a documentação necessária para a registar, informou a agência de notícias Interfax. Afirmou ainda que médicos e professores seriam os primeiros a serem vacinados.

Uma fonte da Reuters revelou ainda que a primeira vacina de combate à covid-19 da Rússia terá selo de aprovação por parte das entidades reguladoras já em agosto.

Apesar das aparentes boas notícias, a velocidade com que a Rússia está a gerir este processo está a levantar dúvidas um pouco por todo o mundo Ocidental, havendo quem questione até se Moscovo não estará a colocar o orgulho nacional à frente da importância da ciência e da segurança.

Este sábado a Rússia registou 95 novas mortes causadas pelo novo coronavírus, elevando para 14 058 o número total de óbitos. As autoridades notificaram ainda a existência de 5 462 novos casos (tiveram, até agora, um total de 845 443).

Há mais de 100 possíveis vacinas a serem desenvolvidas em todo o mundo. Pelo menos quatro estão em fase de testes humanos, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) —  três são desenvolvidas na China e outros na Grã-Bretanha.