O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez reclamou o “reforço de patrulhamento e vigilância da GNR e do Exército” e da “investigação da Polícia Judiciária”, face aos incêndios florestais ocorridos em julho, informou esta segunda-feira a autarquia.

Em nota esta segunda-feira enviada às redações, aquela autarquia adianta que o autarca social-democrata João Manuel Esteves “solicitou ao Ministério da Administração Interna (MAI) “o reforço de meios, em particular de efetivos das forças de segurança, para vigilância mais ativa das áreas florestais, bem como a presença do segundo helicóptero no centro de meios aéreos instalado no concelho” e que presta ao distrito de Viana do Castelo.

A posição assumida esta segunda-feira pela autarquia surge na sequência de uma reunião da subcomissão distrital de proteção civil, “para analisar o elevado número de ignições ocorridos no distrito e no concelho neste mês de julho”.

A autarquia “apela aos cidadãos que assumam e pratiquem comportamentos que contribuam para a diminuição do risco de ignição, não usando fogo junto das áreas florestais e informando as autoridades sobre qualquer situação suspeita”.

No mês passado, numa nota enviada à imprensa, a comissão distrital de proteção civil de Viana sublinhou que, “em 26 dias de julho ocorreram 145 ignições, 68 das quais em apenas oito dias e, destas, cerca de 60% nos concelhos de Arcos de Valdevez e Ponte de Lima”.

Analisando as ocorrências, prevê-se que a maioria, direta ou indiretamente, tem origem em comportamentos humanos, pelo que se apela aos cidadãos que assumam e pratiquem comportamentos que contribuam para a diminuição do risco de ignição, não usando fogo junto das áreas florestais e informando as autoridades sobre qualquer situação suspeita”, adianta a nota.

Segundo a comissão distrital de proteção civil, “apesar das dificuldades deparadas pela dispersão dos meios pelas várias ignições praticamente simultâneas, o sucesso das operações tem sido visível, com a envolvência de todos os agentes de proteção civil, entre outras entidades cujo apoio é fulcral”.

A nota adianta ter sido “solicitado à tutela o reforço de meios, em particular de efetivos das forças de segurança, para vigilância mais ativa das áreas florestais, de modo a colmatar e minimizar o desenvolvimento de novas ocorrências”.

Nos próximos dias, o efetivo de patrulhamento e vigilância das autoridades será reforçado, nomeadamente em espaços rurais e florestais que apresentem riscos mais elevados de incêndio”, acrescenta.

Na altura, a Câmara de Ponte de Lima anunciou, em parceria com a Polícia Judiciária, a instalação de sistemas de videovigilância de deteção de incêndios, após o “aumento significativo” de ignições registadas em julho, a “maioria com origem em comportamentos humanos”.

O sistema de videovigilância para deteção de incêndios vai começar a ser instalado em todos os acessos florestais do concelho, para prevenir a ocorrência de novos incêndios. Quem vai operar esse sistema de videovigilância é a Polícia Judiciaria (PJ)”, disse na ocasião o vereador da proteção civil da Câmara de Ponte de Lima (CDS), Vasco Ferraz.

Contactado então pela Lusa, Vasco Ferraz adiantou que, “só em julho, foram registados em Ponte de Lima mais de 40 ignições”, estimando a área ardida “em mais de 500 hectares”.