Passavam três minutos das 19h00 quando um sismo de magnitude 3,9 foi registado ao largo de Albufeira, no Agarve. O epicentro foi no mar, a cerca de 70km daquela localidade do distrito de Faro, e segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) não terá provocado danos pessoais ou materiais.

Em comunicado, o IPMA indica que o sismo de magnitude 3,9 na escala de Richter “foi sentido com intensidade máxima III/IV” na escala de Mercalli modificada.

O epicentro do sismo registado às 19h03 localizou-se a cerca de 70 quilómetros a Sul-Sudoeste de Albufeira e a 12 km de profundidade. De acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais”, é referido na nota do IPMA.

Junto à zona do sismo há um “canhão”, um desfiladeiro submarino, a fossa de Portimão.  Não existem evidências de que os sismos em Portugal estejam a aumentar de frequência, mas a pressão que a placa africana está a exercer sobre a microplaca ibérica onde está instalado o nosso país pode fazer com que apareçam mais falhas, ocorram mais sismos e que estes tenham uma magnitude maior.

A microplaca ibérica movimenta-se para leste, ao mesmo tempo que é empurrada e levantada pela placa africana, que se movimenta para noroeste. Essa pressão exercida pela placa africana na microplaca ibérica, onde fica Portugal, provoca as falhas existentes na crosta.

Além de abrir falhas no interior do país que motivam as preocupações, estas movimentações de placas geram várias preocupações. O banco de Gorringe, um maciço montanhoso submerso ao largo do cabo de Sagres, tem sido o epicentro dos sismos mais violentos ocorridos em Portugal e norte de África — como os casos dos sismos de 1755 e o de 1969. Mais uma vez, esta formação geológica foi criada pela convergência da placa africana com a microplaca ibérica.

A placa africana está a rachar o país e mais uma dúzia de dúvidas sobre sismos