A Toyota é, provavelmente, o construtor que menos necessita de veículos eléctricos ou híbridos plug-in (PHEV) para cumprir os limites de emissões de dióxido de carbono (CO2) impostos por Bruxelas. Tudo porque a sua gama de híbridos é tremenda, alargando-se a praticamente todos os modelos da sua gama, bem como a da Lexus, a sua marca de luxo.

Até ao final de 2020, todos os fabricantes que comercializem veículos na Europa têm de atingir uma média de 95g de CO2, valor que pode variar ligeiramente consoante o peso médio e as dimensões dos veículos da gama. E, em caso de incumprimento, as multas prometem ser milionárias, pois serão de 95€ por cada grama acima do autorizado, multiplicado pelo número de veículos fabricados, que num grupo como a Toyota ou a Volkswagen supera os 10 milhões de unidades.

Nos primeiros seis meses de 2020, o grupo Toyota comercializou 3 milhões de unidades de híbridos na Europa, veículos em que um motor eléctrico alimentado por uma bateria muito pequena, com cerca de 1 kWh, ajuda um motor de combustão a gasolina a consumir e a poluir menos. O Prius híbrido, o Toyota mais conhecido, anuncia um consumo de somente 4,1 l/100 km, a que correspondem 94g de CO2, pelo que este e outros modelos contribuem para que o grupo nipónico não incorra em qualquer tipo de multa.

Não deixa de ser curioso o facto de, apesar de ter comercializado 3 milhões de híbridos no mercado europeu, a venda de híbridos plug-in da Toyota tenha sido meramente residual, não ultrapassando as 1000 unidades. E a explicação para esta diferença abismal de valores tem a ver com o facto de, em 2020, o construtor nipónico não necessitar do contributo de modelos PHEV, com consumos pouco superiores a 1,5 litros e emissões de 30g de CO2.

Mas a legislação vai continuar a apertar, pelo que em 2025 a Toyota não só vai necessitar de PHEV como também de eléctricos. E depois, para cumprir a regulamentação de 2030, a percentagem de eléctricos terá de ser no mínimo de 30%.

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