Meghan Markle conseguiu manter o anonimato das suas cinco amigas que havia falado sobre a carta que enviou ao pai à revista People. A conquista, a primeira da duquesa de Sussex no processo que moveu contra o jornal britânico Mail on Sunday, chega depois de Mark Warby, o juiz encarregue do caso, ter decidido que revelar as cinco fontes seria invasão de privacidade e violação de direitos de autor.

A vitória dos advogados de Markle chega uma semana depois da notícia de que Meghan havia concordado em arcar com as custas do processo, uma quantia de cerca de 75 mil euros. No processo, a duquesa acusa o tabloide britânico de invasão de privacidade por este ter publicado excertos da carta que escreveu ao pai, Thomas Markle, em agosto de 2018, já depois do casamento com o príncipe Harry, onde este acabou por ser uma das ausências mais notadas.

Segundo os advogados da Associated Newspapers, o Mail on Sunday limitou-se a publicar excertos da referida carta no seguimento do artigo já publicado pela revista People, baseado em entrevistas a cinco amigas de Meghan Markle, que sempre mantiveram o anonimato e que já haviam feito referência à carta dirigida a Thomas Markle.

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A duquesa sempre alegou nunca ter sabido do intuito das amigas em prestar tais declarações. Na tentativa de provar o contrário, a defesa quis que as cinco fossem integradas no processo na qualidade de testemunhas e, logo, trazer os seus nomes a praça pública. Meghan reclamou que tal informação iria apenas inflamar o ruído mediático e interferir com o bem-estar emocional e mental das suas amigas. O juiz deu-lhe razão.

Até ao momento, decorreram todas as diligências preliminares do processo. O julgamento não deverá começar antes do próximo ano.