O CDS-PP acusou esta quinta-feira o Governo de abandonar os agricultores portugueses afetados pelas intempéries de maio nas regiões Norte e Centro, insistindo em apoios como linhas de crédito com garantias estatais de forma a atenuar “prejuízos avultados”.

Numa mensagem enviada às redações, o líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, que em junho esteve com agricultores afetados pelo mau tempo no Fundão, lembrou os apelos da bancada centrista ao Governo para a criação de apoios “como linhas de crédito com garantias do Estado e com juros bonificados e período de carência que atenuem os prejuízos avultados”.

O partido alegou ter ainda proposto “melhorias nos sistemas de seguros de colheitas ao nível da atualização das tabelas de produtividade e de preços, que possam embaratecer, simplificar e aumentar os seus níveis de adesão”. Dois meses depois, apontam, “estes agricultores continuam abandonados pelo Governo e Ministério da Agricultura, e cada vez mais desesperados”.

Há todo um país que não se encaixa no circo histérico de manifestações abstrusas que polarizam a sociedade, mas esse país mais numeroso e silencioso é feito de portugueses honestos, trabalhadores e patriotas que merecem mais respeito mediático e político”, critica ainda Francisco Rodrigues dos Santos.

No final de maio uma tempestade de chuva, granizo e vento atingiu sobretudo o Fundão, a Covilhã, Belmonte e Penamacor, no distrito de Castelo Branco e que dizimou as culturas de primavera/verão deste ano, nomeadamente os pomares (cereja, pêssego, pereira, macieira, ameixeira, damasqueiro, figueiras), olival, vinha e hortas. As culturas de outono/inverno, como aveia, azevém, trigo e feno, e os cereais de primavera/verão (milho e sorgo) foram também afetados.

No passado dia 14 de julho, o governo anunciou que as linhas de crédito para apoiar o setor das flores, para fazer face ao prejuízo causado pela Covid-19, e para mitigar os danos causados pelas intempéries na região Centro estavam dependentes do Ministério das Finanças.

A 18 de junho, o Ministério da Agricultura anunciou a abertura de uma linha de crédito bonificada no valor de 20 milhões de euros para apoiar os prejuízos causados pelas intempéries que no final de maio afetaram as regiões Norte e Centro.