As pick-ups são como uma farda para os condutores norte-americanos, pois toda a gente parece ter uma, especialmente em alguns estados e cidades, mais virados para a natureza e actividades ao ar livre. Apesar de surgiram em vários comprimentos, essas pick-ups são muito maiores do que as usadas pelos condutores europeus, até por uma questão de consumo e emissões, com implicações nos impostos, pois se uma pick-up vulgar europeia ronda os 5,3 metros de comprimento e 3 metros de distância entre eixos, a sua congénere do lado de lá do Atlântico supera facilmente os 5,9 metros de comprimento e 3,9 metros de distância entre eixos.

Além do maior comprimento, as versões americanas destes veículos com caixa de carga atrás são igualmente mais generosas em largura e altura, com a Cybertruck a fazer jogo com os modelos mais vendidos, a começar pela Ford F-150. Ora isto deixa antever um interesse reduzido para a pick-up da Tesla no mercado europeu, o que justificou uma questão de um seguidor de Elon Musk ao CEO da Tesla.

Lukas, através do Twitter, manifestou o seu interesse em adquirir uma Cybertruck, preferindo a pick-up de aspecto brutal ao SUV eléctrico Model Y, que ainda não está disponível na Europa, onde só deverá chegar em 2021 quando a Gigafactory de Berlim começar a produzir. O que mereceu esta resposta de Musk: “Highly likely down the road”. Ou seja, “muito provavelmente surgirá em breve”.

Se tivermos em conta que soubemos entretanto que a Cybertruck foi construída sem qualquer suporte em estudos de mercado, apoiada apenas na sensibilidade de Musk, o que não a impediu de reunir entre 300.000 e 600.000 pré-encomendas, consoante a fonte, é bem possível que uma versão mais pequena vá igualmente avançar, até porque a Tesla tem de ultrapassar as exigências europeias relativas à protecção de peões, que vão exigir um esforço adicional dos técnicos, uma vez que a carroçaria faz parte do exoesqueleto do veículo construído em aço inox.