Título: Flecha
Autor: Matilde Campilho
Editora: Tinta-da-China
Ano da Edição: julho de 2020
Páginas: 268
Preço: 16,90€

O livro chegou às livrarias a 17 de julho

Seis anos depois do muito badalado Jóquei, a estreia literária de Matilde Campilho, a autora lançou um novo livro. Desta vez, Campilho decidiu colocar a poesia de lado (e com isso o português do Brasil) e dedicar-se inteiramente à prosa poética, que já enchia alternadamente as páginas de Jóquei. O resultado foi Flecha, uma coletânea de dezenas e dezenas de curtas histórias que atravessam o mundo, estabelecendo ligações entre épocas e lugares, num retrato que se pretende mais ou menos universal mas que não deixa de estar condicionado pelas experiências da autora (uma obra que a marcou, uma pintura sobre a qual se debruçou, etc.). Esta falsa universalidade não é, contudo, a principal falha de Flecha, uma obra que devia ser o passo em frente na carreira literária da autora, mas que não o é.

A palavra de ordem do segundo livro de Campilho parece ser “histórias”. É esse o subtítulo do volume, e é assim que a autora o apresenta nas poucas entrevistas entretanto concedidas até agora e na “Apresentação: “Este é um livro de histórias”, começa por dizer. Estas histórias podem estar “presentes num desenho, numa prece, às vezes podem ser só contadas através de um aceno”, refere a sinopse; podem surgir de uma memória de uma infância distante ou de um evento histórico; do frio que se faz sentir durante o inverno minhoto e de outras paisagens portuguesas ou estrangeiras.

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