O brasileiro Enio Mainardi morreu no sábado, com 85 anos, numa altura em que lutava contra um cancro e estava infetado com o novo coronavírus. O publicitário, escritor e jornalista, um dos maiores críticos do ex-presidente do Brasil Lula da Silva e apoiante do novo presidente, Jair Bolsonaro, apelidava o Sars-Cov2 de “vírus chinês” e, no dia em que morreu, ainda deixou críticas no Twitter ao governador de São Paulo, João Doria.

A morte foi confirmada pelo filho, Diogo Mainardi, através de uma publicação nas redes sociais e na sua página na internet, O Antagonista.

“Enio Mainardi, meu pai, morreu neste sábado. Ele estava internado com Covid-19. Nosso último encontro foi em 26 de abril de 2019. Viajei a São Paulo com meu filho mais velho e deixei-o na casa de meu pai. Eles gravaram um vídeo juntos. É assim que vou recordá-lo – com esse amor exuberante”, recordou o filho na nota publicada.

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Enio nasceu em Pindorama, no interior de São Paulo, em 1935. Na década de 1970 criou a agência de publicidade Proeme. Entre seus trabalhos literários estão “Nenhuma Poesia É Inocente” (2007) e “O Moedor” (2013), uma série de contos.

Entre as várias reações políticas à morte de Enio Mainardi, destaque para a da deputada federal Joice Hasselman, que vai disputar as eleições à câmara municipal de São Paulo, uma das mais poderosas do Brasil.