“Complexa e atípica” — é desta forma que o Superintendente Luís Elias, da Polícia de Segurança Pública (PSP), caracterizou esta terça-feira a mega-operação policial que está a ser montada a propósito da fase final da Liga dos Campeões, que começa já esta quarta-feira e não terá adeptos a assistir aos jogos.

Em conferência de imprensa, o superintendente afirmou que os principais focos deste dispositivo vão ser as unidades hoteleiras onde as equipas se encontram instaladas, os locais de treino e os estádios onde se realizarão as partidas. É de esperar, portanto, várias limitações causadas pelos perímetros de segurança que podem ir além deste tipo de áreas: “A operação contempla também a chegada aos aeroportos e o desembaraçamento de trânsito”.

Luís Elias esclarece ainda que será dada particular atenção à prevenção “de perturbações de desordem pública ou intromissões em unidades hoteleiras ou locais de treino.” Fica a cargo das autoridades portuguesas — “a unidade especial de polícia, através do através do corpo de segurança pessoal –, a segurança pessoal das oito equipas envolvidas na competição.

O comandante da PSP Paulo Pereira, que também participou na mesma conferência de imprensa, ressalvou que a “área metropolitana de Lisboa está em estado de contingência até às 23h59 de dia 14 de agosto” e, por isso mesmo, será alvo de controlo apertado o cumprimento de normas como o evitar de ajuntamentos, a utilização de máscaras ou a limitação do horário de funcionamento de vários estabelecimentos. “É a maior competição desportiva que se realiza este ano em contexto mundial. É uma responsabilidade para Portugal e para a PSP”, rematou o superintendente. 

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