Mais um manifestante morreu sob custódia da polícia na Bielorrússia após os protestos contra a reeleição de Alexandre Lukashenko para um sexto mandato.

Segundo avança a BBC, o jovem, de 25 anos, tinha sido detido pela polícia no domingo em Gomel e condenado a dez dias de prisão. Os oficiais disseram que a morte não era clara.

A mãe do jovem disse à BBC que este tinha sido mantido durante horas dentro de uma carrinha da polícia, onde sofreu complicações cardíacas.

A ONU condenou o uso de violência por parte das autoridades durante os protestos que continuaram pela quarta noite. A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse que policias teriam usado força excessiva, disparando balas de borracha e canhões de água e também lançando granadas de choque. Em Brest, a polícia admitiu que usou balas de armas de fogo quando foram atacados pelos manifestantes.

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Desde domingo, a reeleição de Alexandre Lukashenko para um sexto mandato desencadeou uma vaga de protestos reprimida com perto de 6.000 detenções, dois mortos e numerosas violências policiais registadas em todo o território da ex-república soviética.

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