A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu 400 quilos de cocaína num contentor proveniente do Brasil e descarregado no porto de Sines, detendo seis alegados elementos de uma rede internacional de tráfico de droga, informou esta quinta-feira em comunicado de imprensa.

Em conferência de imprensa, o diretor da PJ Norte explicou que a droga vinha dissimulada num contentor com polpa de morango, adquirido “legitimamente” por um cidadão português sem saber que a droga lá seria colocada.

Norberto Martins referiu ainda que o preço da cocaína “está muito barato” nos países de origem. Na Colômbia, um quilograma desta droga ronda os “3 ou 4 mil euros” e na Europa pode ser vendido por “cem vezes mais” o valor de custo. Portugal, pela sua localização e pelos portos que tem, é um local de passagem da droga que posteriormente é enviada para outros países da Europa, explica.

Em comunicado, a PJ explicara que a droga era suficiente para quatro milhões de doses individuais e foi apreendida na terça-feira após uma investigação iniciada em finais de abril, no âmbito da operação com o nome de código “Vento Norte”.

Os detidos são quatro espanhóis e dois portugueses, com idades entre 20 e 51 anos e, segundo a PJ, “são tidos como figuras proeminentes na hierarquia da referida rede criminosa”.

A polícia explica que a cocaína apresentava um elevado grau de pureza, sendo suficiente para produzir mais de quatro milhões de doses individuais”. Com esta operação, a PJ acredita ter dado “um duro golpe” naquela estrutura de tráfico internacional.

A operação Vento Norte, desenvolvida pela Secção Regional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Diretoria do Norte da PJ, foi articulada com a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes e contou com a colaboração da Autoridade Tributária. A PJ prevê apresentar os detidos ainda esta quinta-feira ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.