O exército israelita encerrou a zona marítima da faixa de Gaza, impedindo os pescadores de saírem para o mar, após atacar alvos do movimento islamita Hamas em resposta a disparos de ‘rockets’ e balões incendiários desde o enclave palestiniano.

A zona marítima foi encerrada “imediatamente e até nova ordem (…) em resposta à continuação do envio de balões incendiários e do disparo de ‘rockets’ desde a faixa de Gaza par o território israelita”, anunciou o órgão do ministério da Defesa israelita responsável pelas operações civis nos territórios palestinianos (COGAT) em comunicado.

“O Estado de Israel reagirá com força e de maneira intransigente a qualquer ato de terrorismo que prejudique civis israelitas e a soberania nacional”, acrescentou o COGAT.

Israel mantém um rigoroso bloqueio terrestre, marítimo e aéreo sobre o enclave palestiniano de dois milhões de habitantes, controlado pelo movimento islamita Hamas há mais de dez anos.

Já na quarta-feira Israel tinha reduzido, de quinze para oito milhas náuticas, a zona de pesca autorizada em Gaza em reação ao lançamento de balões incendiários, alguns dos quais provocaram incêndios no sul de Israel.

Ao longo da última semana, o exército israelita realizou diversos ataques noturnos contra as posições do movimento islamita, em resposta ao lançamento de balões incendiários.

“Aviões de combate atingiram posições do Hamas na faixa de Gaza” incluindo “infraestruturas subterrâneas do Hamas”, em resposta ao lançamento de balões incendiários, anunciou o exército israelita no sábado.

Mais tarde, o exército anunciou uma segunda série de ataques a Gaza, em represália contra disparos de ‘rockets’ pelos palestinianos que causaram danos numa casa no sul de Israel e feriram levemente um dos seus habitantes.

Apesar de uma trégua no ano passado, apoiada pela ONU, o Egito e o Qatar, o Hamas e Israel, que já se envolveram em três guerras (2008, 2012, 2014), enfrentam-se esporadicamente com tiros de ‘rockets’ e lançamento de balões incendiários desde Gaza e ataques desde Israel.

A noite de sábado para domingo foi a quinta noite consecutiva de ataques israelitas contra Gaza e coincidiram com protestos de palestinianos, em Gaza e na Cisjordânia, contra o anúncio da normalização de relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, mediada pelos Estados Unidos.