Ninguém sabe ainda o que levou o cargueiro japonês MV Wakashio para tão perto da costa das Ilhas Maurícias no oceano Índico. As declarações dos 20 membros da tripulação sugerem que foi uma festa de aniversário: um dos marinheiros faria anos e, por isso, o capitão decidiu aproximar-se da costa para que todos tivessem acesso à internet.

Esta terá sido a origem daquele que pode ser o pior desastre ambiental das Ilhas Maurícias: mil toneladas de petróleo foram derramadas para o oceano Pacífico depois de a embarcação se ter partido em dois, condenando mais de 27 quilómetros quadrados de ecossistemas sensíveis marinhos. O cargueiro viajava da China para o Brasil e já havia passado por Singapura.

Petroleiro japonês parte-se em dois e causa desastre ambiental “sem precedentes” nas Ilhas Maurícias

É também um desastre económico e social para um país que depende daquelas águas cristalinas e paisagens paradisíacas para chamar turistas e para o setor das pescas. O primeiro-ministro da Maurícias, Pravind Jugnauth, já declarou o estado de emergência ambiental e pediu ajuda internacional. A França e a Índia já acederam.

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Desde 25 de julho que o cargueiro está encalhado nos famosos recifes de coral das Ilhas Maurícias. E desde 6 de agosto que o petróleo tem escorrido para o mar e invadindo as praias de areia branca e água transparente que ilustram os sedutores postais da região.

As imagens mostram agora um paraíso manchado de negro, voluntários cobertos de petróleo na esperança de salvar o que resta daquela zona protegida e as Forças Armadas num esforço para travarem o avanço da nódoa. Veja-as na fotogaleria.