O governo espanhol considera “absolutamente inaceitável” e “gravíssimo” aquilo que aconteceu em Madrid este domingo – uma manifestação de cerca de 2.500 pessoas, na Praça de Colón, contra o uso obrigatório de máscaras para travar a propagação do novo coronavírus. José Manuel Franco, delegado do governo em Madrid, garantiu que os “descerebrados” que não cumprem as normas vigentes vão ser castigados com “a máxima dureza”.

“Sempre que haja algum descerebrado – neste caso vários, infelizmente – que não cumpram as regras, quero deixar perfeitamente claro que serão punidos com a máxima dureza que a lei nos permite”, afirmou em declarações à La Cadena Ser, acrescentando que 30 pessoas presentes no evento já foram autuadas. As declarações foram repetidas, através do Twitter oficial da delegação do governo: “Vamos tratar de identificar mais pessoas” que estiveram na manifestação.

Cerca de 2.500 pessoas protestaram ontem na Praça de Colón, em Madrid, contra o uso obrigatório de máscaras e outras medidas de combate à pandemia impostas pelo governo espanhol.

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Para os manifestantes, as medidas impostas pelo executivo espanhol “atentam contra os direitos humanos”, já que “as pessoas saudáveis não deveriam usar máscara”, um ato que consideram “uma autêntica tortura”, segundo disseram alguns manifestantes à agência EFE.

As críticas dos manifestantes atingiram as mais altas autoridades, como a Organização Mundial de Saúde, que acusam de ter criado “uma falsa pandemia”. De acordo com os dados que a polícia espanhola avançou à EFE, a manifestação convocada através das redes sociais terá agregado “entre 2.500 e 3.000” pessoas, grande parte das quais não usaram máscara mesmo quando estavam próximas de outras.

José Manuel Franco explicou, também, que a organização, quando indicou às autoridades locais de que a manifestação iria ocorrer, “em momento algum disseram que era uma manifestação contra o uso de máscara, apenas que era uma manifestação contra a ‘instrumentalização das forças de segurança’ e a ‘censura a órgãos de comunicação social’ que consideram existir”.