Entre a apresentação de Jorge Jesus, o regresso aos trabalhos da equipa principal, o anúncio de três pesos pesados para a equipa (Vertonghen, Waldschmidt e Everton Cebolinha) e a ambição de confirmar Cavani para o ataque, o regresso da Youth League e do Benfica à competição quase que passava ao lado. No entanto, o jovem plantel dos encarnados agora orientado por Luís Castro sabia que tinha uma missão por cumprir em Nyon apesar das equipas de renome que encontraria pela frente. E foi Gonçalo Ramos que deu voz a essa mesma ambição.

“Estamos a falar de uma das competições com maior projeção e visibilidade. Para o clube também é importante porque nunca venceu. Temos isso em mente e vamos atrás do objetivo. Estamos aqui mais motivados do que nunca. Este é o momento por que esperávamos e trabalhámos para estar aqui. O Dínamo Zagreb é uma equipa muito forte e perigosa. Precisamos de ter atenção mas vamos jogar para ganhar”, destacou o avançado à BTV, no lançamento do encontro. “O Dínamo Zagreb é forte e já deixou pelo caminho o Manchester City e o Bayern. É preciso cautela mas temos qualidade para passar. É uma espécie de final e estamos confiantes”, acrescentou ainda Luís Castro, admitindo como dúvida a condição física dos jogadores após uma longa paragem.

Os receios do treinador confirmaram-se e, sobretudo na última meia hora, sentiu-se um desgaste acima do normal nos dois conjuntos. No entanto, e mesmo dando os primeiros 15 minutos de avanço, o Benfica conseguiu ser quase sempre superior ao conjunto croata, vencendo por 3-1 com mais um exibição de luxo de Gonçalo Ramos, o júnior que se estreou com dois golos pelos seniores na Vila das Aves e que voltou a bisar nos quartos da Youth League, carimbando a passagem dos encarnados às meias pela terceira vez na história, onde irão defrontar os holandeses do Ajax que venceram também esta terça-feira os dinamarqueses do Midtjylland também por 3-1.

No entanto, foram os croatas que entraram melhor no jogo, mais pressionantes e com outra capacidade de chegar à baliza de Kokubo, tendo mesmo inaugurado o marcador por Karrica numa entrada pela zona central que deixou o extremo na cara do guarda-redes japonês também com nacionalidade nigeriana para um pequeno chapéu que fez o 1-0. Apesar da desvantagem, acabou por ser esse momento a mexer com o Benfica: Pedro Álvaro estabilizou a linha defensiva, João Ferreira e Tiago Araújo começaram a ter outro envolvimento nas ações ofensivas, Paulo Bernardo e Tiago Dantas ganharam protagonismo na criação e houve mais bola no último terço adversário. Gonçalo Ramos, de cabeça, deixou o primeiro aviso antes de Henrique Araújo empatar após assistência de Úmaro Embaló da direita numa jogada de envolvimento (37′), tendo ainda uma chance para fazer a reviravolta antes do intervalo.

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No segundo tempo, mesmo com a lesão de Pedro Álvaro que afastou o defesa que tem o recorde de jogos na Youth League do encontro (um defesa que está na “linha de saída” para chegar ao conjunto principal, uma aposta que já existe há muitos anos em relação a um jogador que foi referência em todos os escalões pelos quais passou), as águias aceleraram um pouco mais o encontro e decidiram as contas num lapso de menos de sete minutos com dois golos do Feiticeiro de Olhão, como também é conhecido no Seixal: primeiro Gonçalo Ramos desviou de cabeça na marca da grande penalidade um cruzamento tenso de Tiago Araújo da esquerda (53′), depois voltou a aparecer de forma oportuna na área para marcar também de cabeça o 3-1 após assistência de Úmaro Embaló (59′).

Com o encontro “decidido”, o cansaço físico a ser evidente e as substituições a quebrarem ainda mais um ritmo que entretanto tinha abrandado, o Benfica foi depois conseguindo controlar a partida até ao final sem que nenhuma equipa conseguisse criar grandes oportunidades apesar de uma ameaça de Marin, o melhor do Dínamo Zagreb que aproveitou um erro entretanto corrigido por João Ferreira para criar perigo. A terminar, o guarda-redes Josipovic ainda viu cartão vermelho por agressão a Samuel Pedro com o jogo parado e Jankovic viu o segundo amarelo por uma falta desnecessária, deixando os croatas reduzidos a nove já com todas as contas resolvidas.