As autoridades de saúde da Coreia do Sul estão preocupadas com um novo surto de Covid-19, num país que no início da pandemia chegou a ser considerado um exemplo de como reagir à infeção, após sete dias consecutivos a registar novos casos de contágio na ordem das centenas.

Esta quinta-feira, foram confirmados mais 288 casos, o que elevou o total de infeções para 16.346. Na quarta-feira, tinham sido detetados 297 novos casos, com a agência noticiosa oficial sul-coreana a lembrar que esse foi o número mais elevado de casos diários desde 8 de março.

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De acordo com as autoridades de saúde do país asiático, a maioria dos novos casos estão relacionados com eventos religiosos — sobretudo com a conservadora igreja presbiteriana de Sarang Jeil, que no último fim-de-semana realizou uma celebração uma grande multidão no centro da capital, Seul. Pelo menos 18 contágios foram associados a esse evento.

“As autoridades de saúde acreditam que as infeções relacionadas com a igreja e o evento podem ter servido como catalisador para a disseminação do vírus a nível nacional”, o diretor-adjunto do centro de controlo de doenças da Coreia do Sul, citado pela Yonhap. “Estamos no pico de um surto nacional. A região da capital tem de se preparar para uma onda massiva do surto.