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Um terço dos portugueses consideram que o primeiro-ministro António Costa é a pessoa indicada para gerir os fundos europeus que vão ser atribuídos a Portugal no âmbito do plano de recuperação da economia da União Europeia após a pandemia da Covid-19, revela uma sondagem publicada esta quinta-feira pelo Jornal de Negócios e pelo Correio da Manhã.

De acordo com a sondagem, quando questionados sobre quem é a pessoa mais indicada entre os líderes partidários para gerir o dinheiro que vai chegar da UE, 34,4% dos inquiridos responderam que se trata do primeiro-ministro. Em segundo lugar surge o líder do PSD, Rui Rio, com 21,8% das respostas positivas. A terceira resposta mais votada é “nenhum destes” — 13,5% dos inquiridos afirmam não confiar em nenhum dos líderes políticos para a gestão dos fundos.

Fundo de Recuperação. Afinal, Portugal vai ter mais dinheiro emprestado do que a fundo perdido

Atrás de Costa e Rio surge André Ventura. Segundo 7,3% dos inquiridos, o líder do partido de extrema-direita Chega é o político indicado para a gestão dos fundos europeus. Logo a seguir surge Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, com 7% das respostas positivas.

Com 3,2% de respostas positivas surgem empatados em quinto lugar o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e o presidente da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo. O líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, só reuniu 1% das preferências, enquanto o líder do PAN, André Silva, foi escolhido por 0,7% dos inquiridos. Só a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, eleita pelo Livre antes de se desvincular do partido, não reuniu qualquer voto na sondagem.

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Portugal vai contar com 15,7 mil milhões de euros em empréstimos e 15,3 mil milhões a fundo perdido, que se juntam às verbas correspondentes a Portugal respeitantes ao próximo orçamento comunitário. Os valores fazem parte de um abrangente programa negociado pelos Estados-membros da União Europeia para recuperar a economia do continente na sequência da pandemia.