A actual necessidade de reduzir os consumos, única forma de cortar nas emissões de dióxido de carbono (CO2), não poupa ninguém, nem mesmo os belos superdesportivos da Ferrari. Daí que a casa do Cavallino Rampante já tenha apresentado o SF90 Stradale, o seu mais recente e complexo superdesportivo, com 1000 cv, 220 dos quais provêm de dois motores eléctricos montados no eixo dianteiro, que não só ajudam o motor V8 biturbo, como ainda proporcionam a possibilidade de percorrer 25 km em modo exclusivamente eléctrico.

SF90 Stradale. Este é o primeiro híbrido plug-in da Ferrari

Apesar de para a marca fundada por Enzo Ferrari ser evidente que outros modelos electrificados se seguirão, a maioria híbridos e alguns híbridos plug-in, a verdade é que ainda não está para breve a grande “invasão” de modelos com motores eléctricos e baterias a apoiar os motores a gasolina que tão bem têm servido a Ferrari durante estes últimos anos.

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Esta é, pelo menos, a conclusão a retirar das conversas entre os responsáveis da marca italiana e a publicação britânica Autocar, a quem os transalpinos confirmaram que os novos Portofino e Roma, umas das mais recentes criações do construtor, não vão adoptar qualquer tipo de ajuda eléctrica, nem sequer uma “pequena” mild hybrid.

Isto quer dizer que nem o desportivo de entrada na gama, o Portofino, nem o Roma, concebido para atrair os clientes mais conservadores que tradicionalmente compram Aston Martin, vão possibilitar na actual geração mecânicas que reduzam consideravelmente as emissões.