Este ano as férias de Isabel II tiveram de ser planeadas ao mais ínfimo detalhe devido à pandemia de Covid-19. Tanto ela como o duque de Edimburgo mudaram-se para o Castelo de Balmoral, na Escócia, no início de agosto, onde finalmente terão conseguido reunir-se com a família — à exceção do casamento íntimo da princesa Beatrice, a rainha e o marido estavam há cerca de quatro meses separados da família.

O reencontro com netos e bisnetos terá sido um dos momentos altos das férias da casa real britânica, mas só depois de montada uma espécie de “operação militar”. Afinal, os 94 anos de Isabel e os 99 de Philip fazem deles um casal de risco.  Não é por acaso que a imprensa internacional refere que nestas férias há um objetivo primordial: proteger a rainha. Daí que festas de pijama e serviços religiosos de outros tempos tenham deixado de fazer parte da agenda. Uma fonte disse inclusivamente à Vanity Fair que “o plano é que a maior parte da família venha visitar durante o verão, mas as visitas vão ser escalonadas”.

Os primeiros membros da família real a visitarem Isabel terão sido o príncipe Edward e a mulher Sophie, mais os respetivos filhos — a família alargada não teve, no entanto, permissão para ficar na casa principal de Balmoral, o que não terá sido certamente um problema dado que a propriedade se estende ao longo de mais de 20 mil hectares e está dotada de várias casas para convidados.

Já a princesa Beatrice, que em julho contraiu matrimónio com o italiano Edoardo Mapelli Mozzi, deverá visitar a avó no final do mês, mas o casal não vem sozinho: a acompanhá-lo está a irmã, e também princesa, Eugenie e o pai, o príncipe André. Zara Philips e o marido Mike Tindall, juntamente com os filhos de seis e dois anos, também deverão ser recebidos em Balmoral (de referir que não houve celebrações de maior a propósito dos 70 anos da mãe de Zara, a princesa Anne, feitos a 15 de agosto).

Na semana passada o The Telegraph dava conta da possibilidade de os duques de Cambridge marcarem presença em Balmoral, no entanto, a mesma certeza não é apontada na direção de Meghan Markle e de Harry, que não só se mudaram recentemente para uma nova casa em Santa Bárbara, nos EUA, como deverão ter complicações em viajar para o Reino Unido por motivos pandémicos.

A condição de manter a família alargada fora da casa principal da extensa propriedade permitirá manter a distância social apropriada — e necessária até mesmo entre a realeza —, bem como diminuir o risco de infeções. Mas há mais cuidados a ter em conta nestas férias. Também de acordo com a Vanity Fair, a rainha está atualmente rodeada pela “bolha de Balmoral”, quer isto dizer que os funcionários que com ela trabalham estiveram anteriormente em quarentena durante 14 dias, motivo pelo qual podem trabalhar com alguma normalidade, isto é, sem máscaras e sem a necessidade de optar por um distanciamento excessivo. Alguns membros do staff da rainha estão inclusivamente a viver em Balmoral.

Eventos ao ar livre são quase obrigatórios no decorrer destas férias. Mais uma vez, o Telegraph explica que historicamente costumam decorrer jantares formais na propriedade, coisa que, a acontecer em 2020, será no exterior. Não obstante, há atividades que podem sempre figurar na agenda e que são do agrado da realeza — Carlos, por exemplo, gosta de pesca e também de caça, e a rainha pode continuar a passear os cães ou até montar a cavalo.

Por enquanto, a rainha passa dos dias de férias na residência em Balmoral — cujo apreço pela propriedade é bem conhecido —, mas o mais provável, pelo menos de acordo com o Sunday Times, é que a monarca não regresse ao Palácio de Buckingham e opte por ficar em Windsor até ao início do próximo ano.