A Scandinavian Airlines Systems (SAS) apresentou esta terça-feira um prejuízo líquido de 6.696 milhões de coroas suecas (646 milhões de euros) nos primeiros nove meses do seu ano fiscal (novembro a julho) devido à pandemia de Covid-19.

O prejuízo operacional líquido da principal companhia aérea escandinava passou de 21 para 6.811 milhões (de dois para 657 milhões de euros).

O volume de negócios caiu 47% em termos homólogos, para 17.478 milhões de coroas (1.685 milhões de euros), explicou a companhia aérea.

No terceiro trimestre (maio-julho), o prejuízo líquido foi de 2.365 milhões de coroas (228 milhões de euros), em comparação com um lucro de 1.162 milhões de coroas (112 milhões de euros) no período equivalente do ano anterior. As receitas caíram 81% em termos interanuais para 2.507 milhões de coroas (242 milhões de euros).

A SAS transportou menos 86% de passageiros e espera aumentar o número de voos no quarto trimestre (agosto-outubro) e atingir entre 30 e 40% da oferta de lugares por quilómetro.

A companhia aérea escandinava explicou que, apesar da lenta recuperação, a evolução da oferta permanece incerta e depende do levantamento das restrições de viagens e da confiança e vontade dos viajantes.

A empresa espera que a fase de aumento da oferta dure até 2022, mas não acredita que possam voltar aos níveis pré-Covid-19.

A companhia, controlada pelos Estados sueco e dinamarquês, conseguiu há dois meses o apoio dos principais acionistas para um plano de recapitalização com fundos de 12.500 milhões de coroas suecas (1.145 milhões de euros).

A pandemia de Covid-19 já provocou pelo menos 809 mil mortos e infetou mais de 23,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.