Oh, mais uma“. Provavelmente 99% dos seguidores, leitores ou simples curiosos que acompanham o Quotidiano Sportivo olharam para a capa do jornal e encolheram os ombros. O desagrado de Messi em Barcelona era notório e público mas aquela ideia de imaginar que aquele pequeno prodígio que assinou contrato num papel de mesa de um restaurante enquanto fazia tratamentos hormonais para debelar os problemas de crescimento com apenas 13 anos poderia deixar o clube onde esteve mais de duas décadas não parecia real. Ao final do dia, afinal, convém ler mais uma vez a capa com a foto do argentino. E o que mais vinha a acompanhar a imagem.

Bomba à vista no futebol: Messi prepara-se para pedir rescisão unilateral de contrato com o Barcelona

De acordo com a publicação, a empresa chinesa Suning, que detém 70% do capital social do Inter, estaria a fazer um esforço financeiro para assegurar a contratação do jogador de 33 anos, citando mesmo palavras de Massimo Moratti, o carismático dono do conjunto de Milão entre 1995 e 2013, para dar corpo à ideia. “Creio mesmo que o Inter está a tentar contratar Messi”, garantiu. Mais: a Suning já estaria mesmo a fazer contas para conseguir não desrespeitar o fair-play financeiro e assegurar o número 10 que foi seis vezes o melhor do mundo. Ponto curioso: confirmando-se este cenário, o próximo presidente de Messi teria… 28 anos (Steven Zhang).

Ponderado, visionário, louco por velocidade e carros de alta cilindrada. Steve Zhang, presidente do Inter, faz 27 anos

Se não fosse o Inter, seria o Manchester City. Se não fosse Steven Zhang, seria Khaldoon Khalifa Al Mubarak, um empresário dos Emiratos Árabes Unidos que é o CEO da Mubadala Investment Company e representa o City Football Group, detido a 78% pelo Abu Dhabi United Group e que detém o clube de Liam Gallagher (e aqui o membro dos eternos Oasis é chamado à conversa porque também ele já reagiu no Twitter à possibilidade de Messi poder reforçar o conjunto do antigo treinador Pep Guardiola e do avançado e amigo Kun Agüero). A história parecia ficar por aqui mas, segundo o Sport, o Barcelona “desconfia” de outros dois clubes.

Manchester City paga 300 milhões ao Barcelona? A notícia que coloca sempre Messi a ganhar

Segundo o jornal desportivo catalão, um dos mais próximos ao universo blaugrana, o Barcelona já sabia que Messi estava a ponderar a possibilidade de continuar ou não na Catalunha mas entende agora que o silêncio que foi mantendo desde a goleada sofrida frente ao Bayern nos quartos da Champions foi aproveitado para colocar as pessoas mais próximas a sondarem as hipóteses reais em caso de saída. É neste contexto que os responsáveis do clube espanhol acreditam que PSG e Manchester United mostraram disposição para contratar o argentino e que, caso fosse necessário, pagariam uma verba pelo seu passe dentro de um contexto de um jogador de 33 anos.

Messi entre o novo Barcelona, este PSG e o Manchester City do costume no dia 1 do regresso do Tintin Koeman a Camp Nou

É neste ponto que entronca a “desconfiança”: a cúpula diretiva do Barça considera que o pedido de rescisão unilateral de contrato, que o clube não aceita em termos jurídicos e está disposto a batalhar por isso, é também uma forma de pressionar os catalães a aceitarem uma proposta que será sempre muito, muito abaixo da cláusula de rescisão existente (700 milhões de euros). Ou seja, os blaugrana estariam num beco sem saída onde aceitavam negociar e receber ainda algum dinheiro ou viam aquele que foi o jogador mais marcante de sempre da história do clube abandonar Camp Nou a custo zero. Depois, é uma questão lógica: se PSG e Manchester United tentaram isso, seguem-se Inter e Manchester City. Saindo, estas são as quatro grandes opções de Messi.