As obras para a construção do novo terminal rodoviário de Setúbal vão condicionar, a partir desta quarta-feira, a circulação automóvel na Avenida dos Ciprestes, onde se localiza a estação ferroviária, informou a câmara municipal.

Em comunicado, o município de Setúbal explicou que a intervenção, “necessária para o desenvolvimento do novo Terminal Interface”, vai originar “o encerramento de toda a zona defronte da estação de comboios, utilizada normalmente como praça de táxis e local de tomada e largada de passageiros”.

Neste sentido, indicou também que o condicionamento de trânsito vai decorrer “por tempo indeterminado, até à conclusão das obras de construção” da infraestrutura.

No entanto, para evitar constrangimentos à população, a autarquia informou que a tomada e largada de passageiros pode continuar a ser feita na Avenida dos Ciprestes, mas “especificamente imediatamente após a passadeira semaforizada situada a norte, no troço de saída da estação, em local devidamente sinalizado pelos serviços de trânsito”.

Já a praça de táxis, passa a acontecer “na paragem de autocarros situada entre a estação e a Praça do Brasil”.

Estas soluções, que tiveram parecer favorável das Infraestruturas de Portugal no que diz respeito à mitigação do desconforto para o utente da atual estação de comboios da Praça do Brasil, mantêm-se até ao final da obra”, mencionou.

Segundo a Câmara de Setúbal, a empreitada, que está a ser executada pela empresa Alexandre Barbosa Borges, consiste na construção do novo terminal rodoviário junto da estação ferroviária, um parque de estacionamento subterrâneo e outras infraestruturas de apoio.

“O objetivo é congregar a intermodalidade na atual estação de comboios da Praça do Brasil, ao reunir, num único polo, opções de transporte coletivo rodoviário e ferroviário e que, atualmente, funcionam em locais distintos da cidade”, explicou.

Além disso, revelou, o novo terminal terá uma área de quase 3.500 metros quadrados, uma capacidade para 14 autocarros e um parque de estacionamento com 117 lugares.

De acordo com o município, trata-se de um investimento de 4,4 milhões de euros, em que metade resulta da comparticipação de fundos comunitários, enquanto a outra parte provém de uma candidatura ao Portugal 2020, no âmbito dos Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano (PEDU).