A atividade turística continuou a trajetória de recuperação em julho, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Nesse mês, o setor do alojamento turístico recebeu um milhão de hóspedes, num total de 2,6 milhões de dormidas — o que representa quebras de, respetivamente, 64% e 68% face ao mesmo mês de 2019. Ainda assim, trata-se de uma recuperação face a junho (nesse mês, o tombo foi superior a 80%).

Porém, em julho, 27,6% dos estabelecimentos de alojamento turístico “terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes” — uma recuperação em relação a junho, quando o valor foi de 46,3%.

Foram os turistas nacionais que impulsionaram a retoma. “Os hóspedes residentes terão sido 719,3 mil, o que se traduz num decréscimo de 32,7% (-60,3% em junho) e os hóspedes não residentes terão atingido um total de 305,8 mil, recuando 82,8% (-95,6% no mês anterior)”, explica o INE.

O Alentejo é a região com menor quebra nas dormidas (uma redução de 25,8% em termos homólogos) e a região autónoma da Madeira a mais afetada (uma descida de 86,8%). Já as dormidas de turistas de países como o Canadá, Reino Unido (que em julho ainda mantinha Portugal na “lista negra” de viagens), EUA, Brasil ou China recuaram mais de 90%.