Ao todo, 17 jovens estão a cumprir isolamento na Obra ABC, em Gondomar, sendo que três rapazes estão em três quartos e os restante 14 encontram-se num pavilhão: as camas estão espaçadas três metros entre si, tal qual um hospital de campanha, e cada jovem usufrui de uma secretária individual com um computador com Internet, tal como garantiu ao Público o sacerdote Feliciano Garcês.

O isolamento acontece depois do período de férias com familiares ou figuras de referência. No início da semana, chegaram a estar 22 jovens em isolamento naquela instituição, esclarece o mesmo jornal.

Norma que prevê isolamento de 14 dias para crianças em perigo está a ser revista

A Obra ABC acolhe rapazes com mais de 12 anos e, neste momento, tem 14 jovens em isolamento num pavilhão multiusos com 22 metros de comprimento e 16 de largura. “Que instituição está preparada para isolar 30 miúdos?”, questiona o sacerdote ao jornal já citado.

A decisão de isolar estes jovens num mesmo pavilhão tem por base a orientação da Direção-Geral de Saúde, que prevê que crianças e jovens em perigo retirados às famílias tenham de entrar sozinhos nas casas de acolhimento e ficar em isolamento durante 14 dias.

Crianças retiradas às famílias têm de fazer isolamento 14 dias. Provedoria da Justiça já recebeu queixa

A 26 de agosto era notícia que esta orientação encontrava-se “em processo de nova atualização, estando a ser revista na sua generalidade” pelo Instituto de Segurança Social (ISS). Também no final de agosto, a Associação AjudAjudar apresentou uma queixa à Provedoria da Justiça.