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Ao contrário das berlinas, os SUV colocam alguns problemas aos fabricantes, pelo menos no momento de os comercializar em Portugal. Isto porque se forem mais altos, o que muitos condutores apreciam pelo ar durão que lhes confere, passam a ser considerados Classe 2 nas portagens das auto-estradas, o que torna a sua utilização mais cara, fazendo evaporar as vendas. Felizmente há uma saída e a Seat vai passar a comercializar uma nova versão no nosso mercado que explora essa particularidade do nosso mercado.

O Tarraco pode montar motores a gasolina ou diesel, além do híbrido plug-in que se aproxima, que promete ser muito interessante para as empresas. Mas, independentemente do motor, é a versão com tracção integral deste SUV espanhol que faz mais sentido, especialmente para acompanhar os condutores mais afoitos, que apreciam uma boa incursão pelo todo-o-terreno. Sucede que esta versão 4Drive empurra o SUV para portagens mais dispendiosas. Para que o SUV seja Classe 1, é forçoso ter apenas tracção a um eixo – a capacidade de transportar sete pessoas também ajuda –, daí que sejam estas as versões mais populares no mercado nacional.

Até aqui, a Seat propunha versões 4×2 e 4Drive, mas a organização da fábrica obrigava a marca espanhola a oferecer aos seus clientes tracção integral com caixa DSG de dupla embraiagem e sete velocidades ou, em alternativa, apenas tracção à frente com caixa manual. Quem quisesse optar pela tracção à frente e caixa DSG, não conseguia materializar a sua escolha. Não conseguia, mas agora já consegue.

Associado ao motor 2.0 TDI, na versão de 150 cv, o Tarraco 4×2 permite agora satisfazer quem gosta de caixas automáticas. De caminho e quando comparado com o SUV com o mesmo motor e caixa manual de seis velocidades, a nova versão revela-se ligeiramente mais económica (0,4 litros). O topo de gama espanhol, que é fabricado em Wolfsburg, na principal fábrica da VW, é comercializado com os níveis de equipamento Style, Xcellence e FR, sendo este último o de aspecto mais desportivo.

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