Em relação aos últimos jogos com Bournemouth e Sp. Braga, o Benfica conseguiu o melhor resultado e a exibição mais consistente frente ao Rennes, naquele que foi o último ensaio (pelo menos aberto) antes da entrada oficial na temporada com a deslocação a Salónica para defrontar o PAOK na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campões. No entanto, e para Jorge Jesus, mais do que melhor ou pior foi um jogo “onde era normal a equipa melhorar”.

A tirada de Jesus: “Benfica tem umas instalações top mundial, agora só precisa de ter jogadores top mundial”

“Os jogos da pré-época são isso mesmo, para melhorar. Esta equipa do Rennes foi terceira classificada em França, já tem dois jogos do Campeonato francês e obrigou-nos a correr mais. A equipa tem vindo a melhorar em termos defensivos e é um equipa segura defensivamente, que dá tempo para fazer golos, como hoje. Foi um jogo com uma intensidade boa, como contra o Sp. Braga. O Sp. Braga foi a melhor equipa que defrontámos e jogou num sistema que vamos encontrar na Grécia”, comentou no final em entrevista à BTV, antes de abordar também as principais diferenças no Benfica que encontrou em 2020 cinco anos depois da saída para o Sporting.

Passados cinco anos, regressei ao Benfica e vi um Benfica diferente. Melhorou muito nas instalações, na estrutura, no estádio, no Seixal. Tem umas instalações top mundial, agora só precisa de ter jogadores top mundial. Foi uma surpresa, é sinal da evolução deste grande clube. Qualquer jogador que jogue aqui fica orgulhoso com estas condições fora da realidade do mundo”, destacou o técnico.

Em paralelo, e numa abordagem mais individual, Jesus assumiu que Pedrinho ainda se resguarda um pouco e que foi Darwin Núñez que lhe pedir para entrar nem que fosse apenas alguns minutos, antes de assumir que espera ter um grupo forte no final do mercado para atacar todas as frentes em que os encarnados estão envolvidos.

“O Pedrinho há seis meses que não joga e acreditamos muito nele, tem muito talento. O Everton [Cebolinha] no princípio da pré-época levou uma pancada e continua com dores, a defender-se um pouco, não anda ao ritmo dele. Mas a equipa quanto mais tempo se passar mais solta vai ficar. Darwin? Meti-o porque ele ficou deslumbrado com este cenário do Benfica e pediu ‘Mister, não treino há seis dias mas se me puseres nem que sejam seis minutos para jogar no Estádio…’. Disse que sim e meti-o não seis mas 15 minutos”, revelou o técnico das águias.

“A equipa está a trabalhar e a melhorar. Os novos jogadores, quase todos na faixa dos 20 aos 25 anos, são os jovens que serão o presente e o futuro do Benfica. Isto é muito importante. Tenho a certeza que vamos fazer um grande grupo. Vamos esperar pelos jogadores que estão nas seleções, que vão melhorar a qualidade da equipa. O PAOK é osso duro de roer mas temos capacidade para ir à Grécia ganhar, num jogo importante para a nação benfiquista. Já lá fui e estamos confiantes, sabendo que vai ser disputado”, concluiu Jorge Jesus ao canal do clube.