O ministro do Ambiente e da Ação Climática considerou esta segunda-feira preocupante o baixo nível das albufeiras, sublinhando que a seca é um problema estrutural a sul do rio Tejo, pedindo por isso poupança de água.

“Não é o problema da seca que é preocupante, é mesmo o baixo nível das albufeiras, particularmente no sul do país e mais ainda no sotavento algarvio”, disse à agência Lusa João Pedro Matos Fernandes, quando questionado sobre a atual situação de seca em Portugal.

O último índice meteorológico de seca do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indica que Portugal continental manteve-se no final de agosto em situação de seca moderada, sendo pontualmente severa no Baixo Alentejo e Algarve, em relação ao mês de julho.

Os níveis da seca no final do verão são muito comuns aos que têm acontecido nos últimos anos, a seca mede-se no terreno, não nas albufeiras, por isso estamos num cenário de seca fraca a moderada, com alguma pequenas zonas onde existe seca extrema. Mas ao dizer isto podia parecer que a situação é pouco preocupante, mas existe preocupação e devemos preocuparmos”, precisou o ministro.

O governante, que falava à margem da cerimónia de assinatura do projeto “Roteiro Nacional para a Adaptação 2100 — Avaliação da vulnerabilidade do território Português às alterações climáticas no século XXI”, sublinhou também que a seca, a sul do rio Tejo, “já não é uma coisa conjuntural” (de anos em que chove menos), mas “é mesmo estrutural”.

“Portanto temos de ter ações de fundo e a principal ação de fundo é a eficiência, isto é, poupar mais água, gastar menos água nos diversos usos que fazemos dela”, defendeu.