As autoridades de saúde moçambicanas estão a preparar um inquérito sero-epidemiológico na cidade da Beira, no centro de Moçambique, visando identificar as áreas e grupos de maior exposição à Covid-19. O lançamento do inquérito na cidade da Beira está previsto para o dia 21, disse a diretora de Assuntos Sociais na província de Sofala, Priscila Filimone, citada pelo diário Notícias.

Segundo a fonte, técnicos do Ministério da Saúde estão no terreno a fazer levantamentos para determinar os grupos-alvo, além de estarem em curso sessões para a sensibilização da população em locais considerados de alto risco. Para Priscila Filimone, a realização do inquérito foi a alternativa encontrada para garantir o melhor controlo da propagação da doença, além de permitir que o setor da saúde possa “traçar medidas efetivas de prevenção da pandemia nos principais grupos de risco” naquela cidade do centro de Moçambique. Durante o processo de preparação e sensibilização, as autoridades de saúde identificaram, como os principais grupos de risco, utentes que trabalham e frequentam mercados, e agentes da polícia de trânsito, bem como pessoal do Serviço Nacional de Migração e de parques de estacionamento.

O teste do inquérito epidemiológico indica se a pessoa esteve exposta ou não ao novo coronavírus ou se esteve infetada nos últimos sete dias, mas não refere se está com Covid-19 no momento da realização do diagnóstico. A análise é feita com base numa colheita de sangue da ponta do dedo e fornece o resultado em 15 minutos.

A província de Sofala regista um cumulativo de 48 casos ativos, do total de 4.557 infeções já registadas no país desde o anúncio do primeiro caso em 22 de março.

As autoridades de saúde contabilizam ainda 27 óbitos e 2.697 pessoas são dadas como recuperadas, segundo a última atualização.

A Cidade da Beira é a quarta a realizar um inquérito sero-epidemiológico em Moçambique, tendo sido a cidade de Nampula a primeira a realizar o estudo, seguindo-se Pemba, Maputo e Quelimane, respetivamente.

A pandemia de Covid-19 já provocou pelo menos 889.498 mortos e infetou mais de 27,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.