As economias da zona euro e da União Europeia (UE) registaram, no segundo trimestre do ano, as maiores quebras desde o início da série, quer na variação homóloga quer face ao período anterior, segundo o Eurostat.

De acordo com o gabinete estatístico europeu, face ao segundo trimestre de 2019, entre abril e junho, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro recuou 14,7% e o da UE 13,9%, a maior quebra desde o início das séries temporais, em 1995.

Face ao primeiro trimestre do ano, o PIB da zona euro caiu 11,4% e o da UE 11,8%.

Entre janeiro e março, a economia dos países da moeda única recuou 3,7% em cadeia e 3,2% na variação homóloga e a dos 27 Estados-membros, 3,3% e 2,7%, respetivamente.

Espanha (-22,1%), França (-18,9%) e Itália (-17,7%) apresentaram os maiores recuos homólogos do PIB, não tendo havido crescimento em nenhum dos 27 e com Portugal a registar a quarta maior quebra (-16,3%).

Face ao primeiro trimestre de 2020, Espanha encabeça também a lista dos 27 estados-membros, com um recuo de 18,5% na sua economia, seguindo-se a Croácia (-14,9%), a Hungria (-14,5%), a Grécia (-14,0%) e Portugal (-13,9%).

Quebra do consumo privado contribui para recessão de 16,3% no segundo trimestre