A Tesla lidera as vendas de veículos eléctricos por esse mundo fora, com o sucesso a ser suportado pela maior autonomia dos seus modelos, potência superior e tecnologia mais sofisticada. Isto além da reputada imagem do fabricante californiano, que consegue ser lucrativo há poucos trimestres (em parte, porque continua numa fase de grande investimento), o que não impede a marca de ser, de longe, a mais valiosa do mundo.

Um dos seus próximos veículos a ser introduzido no mercado é a Cybertruck, a pick-up eléctrica de linhas estranhas e futuristas, sem chassi mas com exoesqueleto, integralmente construída em aço inoxidável. Mas se um protótipo já foi apresentado e continua em fase de testes, a Tesla tem ainda de terminar a construção da sua próxima fábrica no Texas, para poder começar a pensar na sua produção em série. Na melhor das hipóteses, será necessário esperar mais cerca de 12 meses até a Cybertruck começar a ser entregue aos mais de 500.000 clientes que a encomendaram.

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Um ano é muito tempo e a Stark Solutions, uma pequena empresa bósnia, não quis esperar tanto. Daí que tenha avançado com a sua Cybertruck, construída em apenas oito meses, que seriam quatro não fossem as limitações impostas pela pandemia.

Para começar, esta pick-up de linhas angulosas e painéis planos não é eléctrica, uma vez que a Stark não controla minimamente esta tecnologia. Para conceber a sua versão da Cybertruck, pegou numa Ford F-150 e cortou-a até se encaixar nas dimensões pretendidas. Como a F-150 recorre a um chassi de longarinas, a carroçaria com o estilo da pick-up da Tesla não é estrutural, ao contrário do que acontece com a Cybertruck, em que o chassi é a própria carroçaria e a estrutura que a suporta, integralmente em aço inox, num material similar ao que vai ser utilizado no novo foguetão Starship.

A Cybertruck bósnia não é igual ao modelo original, mas é o suficiente para “enganar” quem a vê passar, suscitando grande curiosidade. Que aumenta quando quem a vê circular se apercebe que este modelo, alegadamente eléctrico, tem o roncar de um motor turbodiesel.

De acordo com o fabricante bósnio, o mais difícil foi produzir as portas planas da réplica. Mas as verdadeiras complicações começaram quando o criador da Cybertruck europeia começou a tratar da sua homologação, uma vez que as linhas angulosas não são permitidas na Europa. Dificuldade com que a Tesla também vai ter de lidar, caso pretenda comercializar a Cybertruck do lado de cá do Atlântico.