Depois do Tribunal da Relação de Lisboa ter determinado a anulação da absolvição de António Joaquim no caso da morte do triatleta Luís Grilo e a condenação à pena máxima de 25 anos, o Ministério Público (MP) requereu esta sexta-feira a prisão preventiva do amante de Rosa Grilo. A notícia está a ser avançada pelo Público e pelo Jornal de Notícias que invocam o perigo de fuga como argumento do MP para solicitar a detenção preventiva do arguido.

O requerimento do MP vem no seguimento do anúncio da defesa de António Joaquim de que iria apresentar um recurso no Supremo Tribunal de Justiça. Tal recurso suspende a execução da pena decretada pela Relação e faz com que o arguido aguarde o resultado do recurso em liberdade.

António Joaquim, o homem com quem Rosa Grilo tinha uma relação extraconjugal e que tinha sido absolvido em primeira instância, foi condenado pela Relação de Lisboa esta terça-feira a 24 anos pelo crime de homicídio qualificado e um ano pelo crime de profanação de cadáver. O arguido, que era funcionário judicial, foi também condenado à pena de suspensão de funções.

Caso Rosa Grilo. Relação anula a absolvição de António Joaquim e aplica a pena máxima de prisão

Os desembargadores consideraram que “é possível afirmar com a necessária segurança que quem disparou” a arma do que matou Luís Grilo “foi o arguido António Joaquim”. Quanto ao transporte do corpo, dizem que “só pode ter sido” o mesmo arguido a fazê-lo, lê-se no acórdão a que o Observador teve acesso.