O movimento de navios de cruzeiros nos portos da Madeira deverá ser retomado em novembro, mas tudo dependerá da situação internacional da pandemia da Covid-19, disse este sábado o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque.

O governante madeirense falava este sábado durante uma visita a várias obras de beneficiação que foram realizadas no Porto do Funchal, no valor de 5,2 milhões de euros, nomeadamente o reforço de segurança do cais sul e instalação de novos cabeços de amarração de navios com capacidade de carga superior a 150 toneladas.

Na altura, Miguel Albuquerque apresentou ainda a nova gare do cais norte, no valor de 800 mil euros, cujas obras começarão em novembro.

“Estamos a preparar tudo para quando for possível ter o recomeço desta atividade importante para nós”, declarou, lembrando que em 2019 o Porto do Funchal recebeu 585.000 turistas, cujo impacto na economia da cidade está estimada em 50 milhões de euros.

Realçando que todos os passageiros passarão a viajar com teste realizado e que os navios passarão a ter uma secção para a Covid-19, Miguel Albuquerque realçou, contudo, que o problema é saber como proceder quando um passageiro desembarca num país com transmissão comunitária ativa. “Como volta para o barco”, questionou.

O Governo Regional já investiu 600 mil euros na política de controlo à chegada aos portos do arquipélago.

As obras hoje visitadas incluíram o reforço do manto de proteção do molhe sul do Porto do Funchal e a substituição dos cabeços de amarração dos cais 2 e 3, tendo sido instalados 36 novos cabeços de atracação.

O Governo Regional, através da Administração de Portos da Madeira – APRAM, vai dar início às obras de construção do novo edifício de apoio ao Cais 6 do Porto do Funchal, que recebe, anualmente, cerca de 50 escalas de navios de cruzeiros.

A nova infraestrutura tem como objetivo principal servir o tráfego de passageiros provenientes dos navios de cruzeiro que atracam no lado norte do porto.

O arquipélago da Madeira tem 180 casos confirmados, desde 16 de março, da Covid-19, dos quais 137 são recuperados e 43 casos ativos.

A região ainda não registou nenhum óbito causado pela pandemia.

A pandemia de Covid-19 já provocou pelo menos 910.300 mortos e mais de 28,2 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.855 pessoas dos 62.813 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.