O grupo de vendas online Amazon, que tem beneficiado de um aumento nas suas encomendas desde o início da pandemia, anunciou esta segunda-feira a criação de 100.000 empregos suplementares nos Estados Unidos e no Canadá.

As novas contratações surgem na sequência de campanhas alargadas de recrutamento organizadas pelo grupo nos últimos meses para responder à atividade crescente.

Já em setembro, a Amazon afirmou que prevê contratar 33.000 pessoas nos Estados Unidos para funções administrativas e técnicas e mais 10.000 para as instalações de Bellevue, no estado de Washington. O grupo liderado por Jeff Bezos anunciou ainda a contratação de 7.000 pessoas no Reino Unido até ao fim do ano.

No fim de julho, quando publicou os seus resultados, a Amazon tinha indicado que criou mais de 175.000 empregos desde março e que pretendia que 125.000 destes se tornassem postos de trabalho permanentes.

Esta segunda-feira, a empresa não precisou o ritmo a que prevê criar os 100.000 novos empregos, mas indicou que o processo de contratação já começou.

Numa altura em que a taxa de desemprego nos Estados Unidos continua elevada devido à pandemia, apesar de ter descido em agosto para 8,4%, o grupo propõe um salário mínimo de 15 dólares por hora, bem como um bónus de contratação de 1.000 dólares em algumas cidades e outros benefícios significativos para os Estados Unidos, como por exemplo seguro de saúde, licença parental remunerada e formação.

Muitos dos empregos que serão criados destinam-se a novos locais de atividade — centros de distribuição, de triagem, pontos de entrega — que devem abrir ainda neste mês.

As medidas de confinamento adotadas devido à pandemia de Covid-19 tornaram a Amazon ainda mais popular e presente na vida de milhões de pessoas.