Maria Kolesnikova, dirigente da oposição da Bieolorrússia, foi acusada pelas autoridades daquele país de cometer ações capazes de “comprometer a segurança nacional”, escreve o jornal britânico The Guardian.

A acusação em causa, anunciada pelo Comité de Investigação do país, acarreta uma pena máxima de cinco anos de prisão e é o mais recente ato de repressão contra os líderes da oposição.

Maria Kolesnikova, atualmente em prisão preventiva, foi sequestrada a 7 de setembro, no centro de Minsk, por homens que a obrigaram a entrar num veículo. No dia seguinte foi transportada até à fronteira com a Ucrânia na companhia de outros membros da oposição e aí obrigada a abandonar o país. Kolesnikova rasgou o passaporte de maneira a evitar cruzar a fronteira.

Segundo a sua advogada, Kolesnikova foi vítima de pressões psicológicas, incluindo ameaças de morte, coação, ameaça de condenação a 25 anos de prisão e tentativa de expulsão forçada do país. “Ameaçaram tirar-me a vida. Em concreto, disseram-me que se eu não abandonasse voluntariamente o território bielorrusso acabaria por ser expulsa, viva ou em ‘pedaços’. Também me ameaçaram com uma pena de prisão de 25 anos e de me provocar problemas nos centros de detenção”, afirmou Kolesnikova através da advogada.

Raptada, levada ou detida? O que se sabe sobre o desaparecimento da opositora bielorrussa (e de outros dois)

A Bielorrússia tem sido palco de várias manifestações desde 9 de agosto, quando Alexander Lukashenko conquistou um sexto mandato presidencial, numas eleições consideradas fraudulentas pela oposição e parte da comunidade internacional.

Esta quarta-feira, o Serviço de Inteligência Estrangeiro da Rússia acusou os EUA de financiaram os protestos contra o governo da Bieolorrússia.