A Nissan revelou o protótipo do futuro Z, que apresentou como Z Proto, mas que todos apostam que se denominará 400Z, solução óbvia como substituto do actual 370Z. Sabe-se agora que, de acordo com um responsável pela Nissan nos EUA, a versão de série do Z Proto não será comercializada em solo europeu.

Ao contrário do Nissan GT-R, que é um superdesportivo emotivo e emblemático, pelo seu nível de performances e comportamento exuberante, o 370Z nunca conseguiu colher tanta admiração. O preço inferior, cerca de 1/3, nunca chegou para compensar o menor nível de emoção, daí que tenha havido muitos meses em que o GT-R de 600 cv atraiu mais clientes do que o mais acessível Z, com 344 cv na versão mais potente.

Para a Nissan, o 370Z tem um outro problema, relacionado com as emissões de CO2. O seu motor atmosférico com seis cilindros em linha e 3,7 litros, debita na versão Nismo 344 cv. Apesar deste valor relativamente civilizado, o Z anuncia um consumo de 12,2 litros/100 km, a que correspondem 276g de CO2/km. Comparado com o desportivo da Nissan, o Ferrari 488 Pista, com os seus garbosos 720 cv, emite apenas 263g de CO2, o que prova o desajustamento da relação potência/emissões do 370Z.

É possível que o motor do Z Proto, ao ser sobrealimentado, possa “civilizar” a mecânica, mas só se a Nissan investiu seriamente na redução de emissões. Mais uma vez comparando com a Ferrari, o SF90 tem 1000 cv e emite somente 250g de CO2.