Em entrevista ao semanário Paris Match, Corinna Larsen, antiga amante de D. Juan Carlos I, disse que o rei emérito foi vítima de um “golpe de estado interno” orquestrado pela Rainha Sofia e Mariano Rajoy, antigo chefe do Governo espanhol.

Corinna afirma que o Juan Carlos lhe chegou a confidenciar que a Rainha Sofia tinha pressa em ver o então Príncipe Filipe no trono. A alemã assegurou que o rei pai lhe revelou que a esposa teria muito mais influência sobre o filho do que sobre ele próprio e, segundo Larsen, Juan Carlos também acusava Rajoy de ter como objetivo castrá-lo e enfraquecer a monarquia.

“Estava tão preocupado com os complots  contra ele que me pediu que lhe procurasse um médico no estrangeiro que lhe pudesse confirmar o diagnóstico e se o tratamento que seguia era o correto”, garante a alemã que se refere ao nódulo detetado no pulmão do rei emérito em 2010.

A antiga amante de Juan Carlos critica também a decisão de afastá-lo de Espanha numa altura crítica para a sua saúde. “Durante uma crise desta envergadura, a família real deveria permanecer unida. Enviar um antigo rei, de saúde frágil, para o exílio, e em plena Covid, é irresponsável. Toda a família real beneficia do estilo de vida que lhe foi assegurado por Juan Carlos. Rejeitá-lo dessa forma parece-me um pouco desleal e é uma falta de dignidade. O que deveriam fazer era reformar as instituições, torná-las mais transparentes.”