O número de desempregados inscritos nos centros de emprego voltou a subir em agosto, para um total de 409.331 pessoas, segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). O número já tinha subido em julho, depois de um ligeiro recuo em junho.

O valor representa um aumento de 34,5% face ao mesmo mês de 2019 e de 0,5% face a julho. Para o aumento homólogo contribuíram “todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para os mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário”, informa o IEFP.

Por regiões, em agosto, o aumento mais pronunciado deu-se no Algarve (uma subida de 177,8% face ao mesmo mês de 2019). Ainda assim, face ao mês anterior, o Algarve recuperou 10,6% (foi a região que, em termos percentuais, mais viu o desemprego recuar face a julho). Em sentido oposto está a região autónoma dos Açores — que viu o desemprego reduzir, em termos homólogos, 1,3%.

Desemprego por regiões

Os aumentos percentuais do desemprego foram mais expressivos nas atividades ligadas ao turismo (“alojamento, restauração e similares”, com um aumento homólogo de 88,4%), nos “transportes e armazenagem” (uma subida de 63,5%) e nas “atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio” (mais 51,2%).

Ao longo do mês, os centros de emprego receberam 9.169 ofertadas em todo o país, “número inferior ao do mês homólogo de 2019 (-206 ; -2,2%) e ao do mês anterior (-248; -2,6%)”. Estas ofertas foram, sobretudo, nas “atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio” (36,6% do total), seguindo-se o “Comércio por grosso e a retalho” (12,3%).

Já as colocações realizadas durante o mês de agosto de 2020 totalizaram as 6.688. “Este número é superior ao verificado em igual período de 2019 (+ 133 ; +2,0%) e inferior ao mês anterior (-24 ; -0,4%)”, contabiliza o IEFP. Neste âmbito, há um outro dado relevante: a maior percentagem de colocados foi verificada no grupo dos “trabalhadores não qualificados” (40,7%), seguindo-se os “trabalhadores dos serviços pessoais, de protecção e segurança e vendedores”(15,5%) e os “trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices” (12,8%).