Depois de mais 28 pessoas terem sido admitidas nas últimas 24 horas nos hospitais nacionais, subiu para 546 o número de internamentos por complicações relacionadas com a Covid-19, 70 deles em unidades de cuidados intensivos.

Desde 23 de maio que não havia tantas pessoas hospitalizadas no contexto da pandemia no País, que conheceu o pico de internamentos a 16 de abril, dia em que as autoridades de saúde contabilizaram um total de 1.302 pessoas a receber tratamento diferenciado em hospital.

Os internamentos em unidades de cuidados intensivos, que também conheceram uma subida nas últimas 24 horas, mais mais ligeira — esta segunda-feira eram 61 as pessoas internadas em UCI —, já não eram tantos desde 16 de julho, dia em que o boletim da DGS contabilizou 72 pessoas hospitalizadas. A data mais dramática de toda a pandemia, no que a esta variável diz respeito, foi a terça-feira, 7 de abril: 271 pessoas estavam nesse dia nos cuidados intensivos.

Valor de novas infeções é o mais baixo da última semana

Com mais 463 infetados e 5 novas mortes a lamentar, os números acumulados ao longo das últimas 24 horas fazem com que, desde o início da pandemia, 69.663 pessoas já tenham sido infetadas com o novo coronavírus em Portugal — 45.974 já estão recuperadas, 21.764 dos casos permanecem ativos.

No total, já morreram 1.925 pessoas por complicações associadas à Covid-19 — 50 apenas nos últimos sete dias.

É preciso recuar até à passada terça-feira, dia 15 de setembro, para encontrar valores de novas infeções mais baixos do que os desta terça-feira — há uma semana a Direção-Geral de Saúde revelou que tinham sido 425 os casos de infeção registados nas 24 horas anteriores.

Na comparação com esta segunda-feira, dia 21 de setembro, em que se registaram 623 novos casos, os valores desta terça-feira caem 26%, para os 463. O que não deverá ser necessariamente encarado, como explicámos há uma semana, e nas outras antes dessa, como um sinal de que a pandemia está a regredir.

Na análise semanal da curva de infeções, saltam à vista as semelhanças com o que aconteceu nos últimos sete dias, que encontrarão explicação na redução de número de testes feitos aos domingos, ainda em quantidade menor do que aos sábados.

Depois de na segunda-feira, dia 14, terem sido registados 613 novos casos de infeção, e de na terça, 15, esse valor ter caído para os 425, no dia seguinte o número de novas infeções voltou à casa das seis centenas — com 605 novos casos confirmados.

43% dos novos casos na Região de Lisboa e Vale do Tejo, Norte com 41%

84% de todos os novos casos de infeção constantes do boletim desta terça-feira foram registados nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte. Com uma diferença ínfima de sete casos, a primeira zona contabilizou 43% das infeções, a segunda 41%.

Seguem-se-lhes, muito ao longe, a região Centro, com 36 novos infetados; o Algarve, com 21; e o Alentejo, com 12.

Na Madeira, única região portuguesa onde não foi, até à data, registado qualquer óbito nas contas da Covid-19, registaram-se 3 casos nas últimas 24 horas (são 208 desde o início da pandemia). Nos Açores, onde já morreram 15 pessoas, foram 2 (254 no total).

Três dos cinco óbitos aconteceram na região de Lisboa e Vale do Tejo, os restantes dois no Norte do País.