A economia alemã deverá contrair-se 5,2% em 2020, contra um recuo de 6,7% anteriormente previsto, devido à pandemia e tendo em conta os últimos dados, anunciou esta terça-feira o instituto de investigação económica alemão (Ifo).

Esta nova previsão justifica-se porque “o declínio no segundo trimestre e a recuperação são mais favoráveis do que tínhamos esperado”, segundo Timo Wollmershäuser, economista chefe da IFO.

O instituto espera também que a recuperação da economia alemã em 2021 resulte num crescimento de 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB), em vez do aumento de 6,4% anteriormente previsto, e que a recuperação regresse a taxas moderadas de 1,7% em 2022.

O Ifo reconhece que “ninguém sabe como irá evoluir a pandemia da covid-19, se haverá um ‘Brexit’ duro ou se as guerras comerciais serão ultrapassadas”, acrescentou o perito.

De acordo com as previsões do instituto, o número de desempregados aumentará de uma média de 2,3 milhões em 2019 para 2,7 milhões este ano, e diminuirá novamente para 2,6 milhões em 2021 e 2,5 milhões no ano seguinte.

A taxa de desemprego subirá, portanto, em 2020 para 5,9% e espera-se que desça para 5,7% em 2021 e 5,5% em 2022.

A previsão da Ifo inclui um défice de 170 mil milhões de euros, comparado com um excedente de 52,5 mil milhões de euros em 2019, devido ao aumento das despesas governamentais e da queda das receitas.

O excedente da balança de transações correntes da Alemanha (exportações, importações, serviços e transferências) cairá para 215,4 mil milhões de euros em 2020 (contra 244 mil milhões de euros em 2019), principalmente devido à queda das exportações.

Este excedente deverá aumentar para 276,2 mil milhões de euros em 2021 e atingir 290,1 mil milhões de euros em 2022.

Em 10 de setembro último, o governo alemão confirmou que as suas previsões do PIB para 2020 eram de um declínio de 5,8%, um valor melhor do que os 6,2% inicialmente previstos.

O ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz, afirmou, nesta ocasião, que o Governo esperava uma recuperação em 2021 e que o PIB cresceria 4,4% para que a economia alemã pudesse recuperar os seus níveis pré-crise até 2022.