A Câmara Municipal de Guayaquil recuou na decisão de reprovar o estádio onde se deve disputar hoje o jogo Barcelona-Flamengo, da Taça Libertadores, três horas após ter decidido encerrá-lo, e remeteu a responsabilidade para as autoridades de saúde.

“O estádio ‘Monumental Banco del Pichincha’, também conhecido como estádio de Barcelona, encontra-se habilitado para jogos desportivos de qualquer índole”, refere um comunicado do Comité de Operações de Emergência (COE) municipal.

Sobre a realização ou não do jogo entre o Barcelona Sporting Club e o Flamengo, remete a decisão para as autoridades competentes de saúde que devem pronunciar-se sobre o protocolo a seguir face ao surgimento de vários casos confirmados de Covid-19 entre jogadores e treinadores da equipa brasileira.

Pouco antes da divulgação do comunicado, a presidente da Câmara de Guayquil, Cynthia Viteri, tinha feito saber nas redes sociais que o estádio monumental já estava habilitado a receber o jogo e que só aguardava por uma decisão do ministro da Saúde.

Entretanto, o Comité de Operações de Emergência assegurou que o protocolo aprovado para a disputa da Taça dos Libertadores não prevê a suspensão de nenhum jogo e que o mesmo será respeitado.

Fontes da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) revelaram a jornalistas locais que o jogo “nunca chegou a ser suspenso”, corroborando a posição do COE, mas a verdade é que a autarquia que gere a cidade encerrou o estádio e lançou a incerteza acerca da realização da partida da quarta jornada do grupo A da Taça Libertadores, de que o Flamengo é detentor.

Recorde-se que na base desta situação esteve o facto de sete jogadores do Flamengo estarem infetados com Covid-19, facto que o clube do Rio de Janeiro já confirmou, além de outros elementos da equipa médica do clube, estando todos isolados na concentração do clube em Guayaquil.