A Aliança vai eleger o novo presidente e novos órgãos no segundo congresso do partido, que decorre em Torres Vedras no sábado e no domingo, depois da saída do líder e fundador, Pedro Santana Lopes.

São quatro as moções de estratégia global apresentadas, que serão votadas no sábado à noite, de acordo com a informação disponibilizada no site do partido. As moções têm como primeiro subscritor o até agora diretor executivo e porta-voz, Bruno Ferreira Costa, o presidente da Direção Política Distrital de Lisboa, Alexandre Nascimento, o diretor autárquico, Paulo Bento e o militante António Pedro.

De acordo com o regulamento do congresso, os documentos têm de ser subscritos por “um mínimo de 50 militantes” e serão votados em alternativa. “As candidaturas à presidência da Direção Política Nacional só podem ser apresentadas pelo primeiro subscritor de uma moção de estratégia global e as candidaturas aos restantes órgãos por qualquer militante”, indica também o regulamento. Foram também apresentadas quatro moções temáticas ou setoriais.

Já no domingo, de manhã, decorrerá a eleição dos órgãos dirigentes do partido, incluindo o presidente da Comissão Executiva.

O antigo primeiro-ministro e até então presidente da Aliança, Pedro Santana Lopes, suspendeu as funções executivas em junho não se vai recandidatar, pelo que deixa a liderança do partido que fundou. Em declarações à Lusa no final de agosto, o diretor executivo indicou que Santana manifestou “disponibilidade para continuar no partido, mas ainda não está definido qualquer lugar ou posição”.

O primeiro congresso do partido realizou-se em fevereiro de 2019, em Évora, e o próximo será este fim de semana em Torres Vedras, distrito de Lisboa. A inscrição da Aliança no Tribunal Constitucional foi aceite em 23 de outubro de 2018 e o partido concorreu em 2019 às eleições europeias e às legislativas. O partido liderado por Pedro Santana Lopes não elegeu qualquer deputado em ambos os sufrágios. Em 26 de maio de 2019 obteve 1,86% dos votos (61.753) e em 06 de outubro ficou-se por 0,77% (40.487).

Antes da fundar a Aliança, Pedro Santana Lopes candidatou-se à liderança do PSD contra Rui Rio, tendo perdido para o atual presidente dos sociais-democratas.